A fé nos leva a certas afirmações, aparentemente contraditórias e absurdas. Assim, a nossalógica humana rejeita até mesmo a própria Palavra de Deus, através do apóstolo São Paulo: “ Para os que amam a Deus tudo concorre para o bem” (Rom 8,28). Seja na dor, seja na alegria, a criatura humana, se conduzida pela luz sobrenatural da fé, sempre experimenta as consolações do amor infinito de Deus. Verdadeiramente, a nos basear em critérios apenas humanos, impossível seria admitirmos tal afirmativa.
No entanto, diante dos mistérios desafiadores da vida,a inteligência humana se confunde angustiadamente, se não recorre aos ditames da única luz esclarecedora: a fé. Este é o meio para encontramos a resposta diante dos questionamentos em nossa vida, com a mente mais receptiva à verdade, sem bloqueios preconceituosos. Só mesmo na humildade de nossos corações, para suplicarmos como o cego, ao rogar a cura da cegueira: “Senhor, fazei que eu veja”. No contexto da vida terrena, onde a caminhada é árdua, ao nos defrontarmos com circunstâncias tão aflitivas, o apóstolo São Paulo, em sua segunda carta aos Coríntios, nos apresenta o magistral ensinamento de conduta essencialmente crista: “ Bendito seja o Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das Misericórdias e Deus de toda a consolação. Ele nos consola em todas nossas aflições, para que, com a consolação que nós mesmos recebemos de Deus, também possamos consolar os que se acham em qualquer aflição” ( 2 Cor 1,3-4).
Duas grandes verdades o apóstolo nos coloca: Deus nos consola, para que também consolemos a pessoa do próximo em situação de sofrimento. Primeiramente somos confortados pelo Pai do Céu, quando nos dá o exemplo de seu próprio Filho, Jesus Cristo, a vítima de amor por nós pecadores, e a suportar no Calvário, a morte crudelíssima na cruz. E também nós consolamos o próximo em suas agruras, com o incentivo da mais paciente aceitação dos sofrimentos nesta vida terrena, com a inabalável certeza das alegrias da vida eterna, onde o Pai das Misericórdias nos aguarda para sempre. Sem dúvida alguma, a dor nos remete a consideraro insondável mistério de nossa existência humana, sem, no entanto, descambarmo-nos para o desespero e a revolta. Com a entrega total aos desígniosamorosíssimos do Pai do Céu, podemos, de fato, exclamar: “Seja feita a vossa vontade”. Jesus nos assegurou, no Sermão da Montanha: “Felizes os que choram, porque serão consolados” (Mt 5,4). As palavras do Filho de Deus são palavras de Vida Eterna e que não passam, e nos momentos mais difíceis da vida, até mesmo em situações de terríveis catástrofes, a nos oferecer sua terna e suave consolação.
Dom Roberto Gomes Guimarães (Bispo Diocesano de Campos)
Duas grandes verdades o apóstolo nos coloca: Deus nos consola, para que também consolemos a pessoa do próximo em situação de sofrimento. Primeiramente somos confortados pelo Pai do Céu, quando nos dá o exemplo de seu próprio Filho, Jesus Cristo, a vítima de amor por nós pecadores, e a suportar no Calvário, a morte crudelíssima na cruz. E também nós consolamos o próximo em suas agruras, com o incentivo da mais paciente aceitação dos sofrimentos nesta vida terrena, com a inabalável certeza das alegrias da vida eterna, onde o Pai das Misericórdias nos aguarda para sempre. Sem dúvida alguma, a dor nos remete a consideraro insondável mistério de nossa existência humana, sem, no entanto, descambarmo-nos para o desespero e a revolta. Com a entrega total aos desígniosamorosíssimos do Pai do Céu, podemos, de fato, exclamar: “Seja feita a vossa vontade”. Jesus nos assegurou, no Sermão da Montanha: “Felizes os que choram, porque serão consolados” (Mt 5,4). As palavras do Filho de Deus são palavras de Vida Eterna e que não passam, e nos momentos mais difíceis da vida, até mesmo em situações de terríveis catástrofes, a nos oferecer sua terna e suave consolação.
Dom Roberto Gomes Guimarães (Bispo Diocesano de Campos)
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