segunda-feira, 21 de março de 2011

Clipe Pe. Fábio de Melo - Não Desista do Amor

A Santa Missa

Definição: Ato solene com que a Igreja comemora o sacrifício de Jesus Cristo pela humanidade.

Único e mesmo sacrifício no calvário e no altar
A Santa Missa é o sacrifício do Corpo e do Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, oferecido em nossos altares, em memória do Sacrifício da Cruz. O Santo sacrifício da Missa é oferecido para adorar e glorificar a Deus, para obter o perdão dos pecados, para pedir graças e favores pessoais e também pelas almas do Purgatório. É o Sacrifício da Nova Lei, instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, no qual são oferecidos a Deus o Corpo e o Sangue de Jesus, sob as aparências do pão e do vinho.
É uma prolongação perene e incruenta (sem derramamento de sangue) do mesmo Sacrifício do Calvário. Ambos os sacrifícios, o da Cruz no Calvário, e o da Missa em nossos altares, constituem um único e idêntico sacrifício, pois que a Vítima e o Oferente destes sacrifícios é o próprio Nosso Senhor Jesus Cristo. O Sacerdote, como "Mediador entre Deus e os Homens" (1 Tim. 2, 5) oferece o Santo Sacrifício da Missa em nome de Jesus Cristo e da sua Igreja, pela salvação do mundo.
A Paixão de Cristo constitui a essência mesma do Santo Sacrifício da Missa. Por isso, afirmou o Apóstolo São Paulo: "Todas as vezes que comerdes deste Pão e beberdes deste Vinho, relembrarei a morte do Senhor, até que Ele venha". (I Cor, 11,26).

A primeira Santa Missa
As cerimônias, palavras e gestos da Consagração constituem a parte mais importante da Santa Missa. Ora, essas palavras e gestos verificaram-se pela primeira vez, naquela memorável noite da primeira de todas as Quintas-feiras Santas, quando Nosso Senhor Jesus Cristo, no Cenáculo de Jerusalém, celebrou a Sagrada Ceia Pascal com os Seus discípulos. A Sagrada Ceia foi, pois, a primeira Santa Missa, celebrada por Jesus Cristo, Sumo e Eterno Sacerdote.

Perene lembrança
Assim, o Santo Sacrifício da Missa é uma recordação e renovação:
1. dos gestos e das palavras consecratórias de Jesus Cristo, na Santa Ceia da noite memorável da primeira Quinta-feira Santa.
2. da Morte de Jesus, simbolizada, sobre o altar, pela consagração, em separado, do pão e do vinho (significando que o Sangue de Jesus foi derramado e separado do seu Santíssimo Corpo, causando-Lhe assim a morte redentora).
3. daquela primeira Santa Ceia da Nova Lei, daquele banquete eucarístico, ao qual estão convidados todos os batizados.

A Liturgia da Santa Missa
O Santo Sacrifício da Missa é a perpetuação do Drama divino do Calvário. Jesus Cristo, Deus e Homem, padeceu e morreu por minha causa, pela minha salvação. O drama redentor do Calvário é pois, o meu drama. Neste drama se distinguem seis atos principais, nos quais procurarei tomar parte, associando-me ao Sacerdote celebrante que realiza o Santo Sacrifício em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, Sumo Sacerdote:
1.º Rezar. (Desde o início da Missa até a Epístola). É a voz do homem que fala a Deus.
2.º Escutar. (Desde a Epístola até o fim do Evangelho). É a voz de Deus que fala ao homem.
3.º Oferecer. (No Ofertório, o Sacerdote oferece, a Deus, a Hóstia que vai ser consagrada). Oferecer-me-ei também a Deus Pai, em união com Jesus Cristo, a Vítima divina do altar.
4.º Sacrificar. (O Sacerdote, consagrando o Pão e o Vinho separadamente, significa a efusão do Sangue sofrida por Jesus na sua Paixão e Morte redentora). Aceitarei resignadamente os sofrimentos e sacrifícios de cada dia, unindo-o ao sacrifício de Jesus, na Santa Missa.
5.º Comungar. (A Comunhão é o complemento natural da Consagração, do sacrifício. A Vítima divina da Nova Lei, depois de imolada, deve ser comungada). Pela Santa Comunhão, a participação do fiel ao Santo Sacrifício da Missa se realiza plenamente.
6.º Agradecer. Depois da Comunhão e já ao final do Sacrifício, o Sacerdote reza a oração chamada Pós-comunhão, agradecendo a Deus os benefícios recebidos no Santo Sacrifício da Missa.

Finalidades da Santa Missa
1) Adorar e cultuar a Deus, nosso Criador e Pai (sacrifício latréutico).
2) Aplacar a sua justiça e obter misericórdia (sacrifício propiciatório).
3) Dar-lhe graças pelos benefícios recebidos (sacrifício eucarístico).
4) Pedir-lhe favores e graças (sacrifício impetratório).

Obrigação de assistir a Santa Missa
Apesar de ser uma realidade tão sublime e tão santa, benéfica e necessária, não poucos católicos parecem desconhecer a divina excelência do Santo Sacrifício da Missa. Muitos se negariam mesmo a assisti-la. Eis porque a Santa Igreja Mãe, solicita das nossas almas, nos impõe a todos a assistência à Santa Missa, aos domingos e dias santos. Eis porque ele nos ordena: "Guardar os domingos e festas"; "ouvir a Missa inteira nos domingos e festas de guarda".
Todos os Santos Padres, que escreveram sobre o Santíssimo Sacramento, vêem nele o sacrifício do Novo Testamento. É fora de dúvida que Cristo, instituindo o Santíssimo Sacramento entre as cerimônias da última ceia, instituiu a santa Missa. Aviva tua fé na santa Missa e assiste ao santo sacrifício com o maior respeito e com muita piedade. O cristão reserva uma hora para a celebração eucarística, como núcleo do Domingo e este valor é fixado no terceiro Mandamento da Lei de Deus. Uma hora por semana não é muito para quem acredita que sua vida e felicidade está nas mãos do Senhor. O fato de existir uma obrigação dominical não significa, em si, que não se vá à missa com e por amor. O preceito é, muitas vezes, garantia contra o próprio relaxamento e descuido.


Eliana Ribeiro Barco a Vela

Somos pessoas necessitadas do Espírito Santo

Precisamos ser batizados no Espírito Santo todos os dias. Nossos grupos de oração e nossas comunidades precisam ser mananciais aos quais retornamos a cada semana, pois somos pessoas necessitadas do Espírito Santo Paráclito.
Nossos grupos de oração e comunidades precisam ser como piscinas nas quais mergulhamos no Espírito Santo. Ao chegar secos, devemos mergulhar na oração, no louvor, na adoração a Deus, para nos encher novamente. Toda impureza e toda contaminação contraídas durante a semana irão embora, porque voltamos à fonte, ao manancial, ou seja, novamente nos banhamos. Estamos prontos para recomeçar.
A grande graça é unir o divino e o humano em nós, já que só com as forças humanas não se consegue quase nada. Por outro lado, Deus poderia, mas não quer, fazer nada sem a nossa participação. O segredo está em unir o natural e o sobrenatural em todas as situações de nossa vida.
Somos renovados no Espírito a cada dia, mantendo uma vida de oração, de participação nos sacramentos da confissão e da Eucaristia, renunciando a todo pecado, vivendo a caridade com os irmãos, alimentando a alma com a Palavra de Deus e trabalhando pelo Reino de Deus, em união com a Igreja e seus pastores.
Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib

Quem quer conhecer Deus, deve contemplar face de Jesus, diz Papa

Na manhã deste domingo, 20, o Papa Bento XVI fez uma visita pastoral à Paróquia de São Corbiniano, em Roma, onde celebrou a Missa do segundo Domingo da Quaresma e de dedicação da nova igreja local.
Em sua homilia, o Santo Padre iniciou falando sobre dois pontos importantes a serem destacados neste dia: a Transfiguração de Jesus no Monte Tabor e a Igreja, como edifício e, sobretudo, como comunidade.
Ao comentar sobre as revelações de Deus feitas a Moisés e Elias, Bento XVI explica que, diferentemente destes dois, Jesus, em sua Transfiguração, não recebe uma revelação de Deus, mas sim é Nele mesmo que Deus se revela e revela a sua face aos apóstolos.
"Quem quer conhecer a Deus, deve contemplar a face de Jesus, a sua face transfigurada: Jesus é a perfeita revelação da santidade e da misericórdia do Pai", acrescenta Bento XVI, ao indicar que o caminho para acolher a face de Cristo e sua misericórdia é através da escuta da Sua Palavra, da participação na Eucaristia e no exercício da caridade.
Antes do segundo ponto do discurso, a Igreja, o Pontífice expressou sua alegria em celebrar na Paróquia de São Corbiniano, pois o santo foi fundador da Diocese de Frisinga, na Baviera, da qual Bento XVI foi bispo por quatro anos.
O Papa contou ainda, em sua homilia, como o seu ministério episcopal está ligado a São Corbiniano:
"No meu brasão episcopal, eu quis inserir um elemento que está estreitamente associado à história deste santo: O urso. Um urso, assim se narra, havia despedaçado o cavalo de Corbiniano, que o estava conduzindo a Roma. Ele o reprovou asperamente, conseguiu amansá-lo e colocou toda a sua bagagem que, até aquele momento estava sobre o cavalo. O urso transportou aquela bagagem até Roma e somente aqui o santo o deixou livre para ir embora".
Em seguida, Santo Padre dirigiu uma calorosa mensagem aos jovens, casais, anciâos e todos os membros da comunidade local, exortando-os a darem seu testemunho de cristãos coerentes e fiéis, a se reunirem para a oração e os Sacramentos, para a formação cristã e para estabelecerem relações de amizade de fraternidade.
Especialmente aos jovens, o Papa quis deixar uma palavra de "afeto e amizade", conforme disse, e os confirmou na missão de zelar pelo hoje e pelo amanhã da comunidade eclesial e civil. "A Igreja espera muito do vosso entusiasmo, da vossa capacidade de olhar à frente e do vosso desejo de radicalidade nas escolhas da vida", enfatizou.

Fonte: Canção Nova