domingo, 20 de março de 2011

Eu sou o pão do céu - Inspiração divina (Eucarístia)

Não faça do próximo a lixeira do nosso interior

Caros irmãos, a vida em toda a sua instância, é repleta de sentimentos que nos colocam em confronto. Momentos de raiva, frustração e impaciência. Entretanto, como cristãos devemos nos afastar de ações que nos levem a estes sentimentos.
Se você não controla sua própria impaciência e sua raiva, quem vai controlar? Não tenho dúvida que temos a capacidade de controlar nossas posturas inadequadas e tóxicas. Cada um de nós tem uma reserva que pode recorrer quando necessário. Lembra da contagem até 10?
Ninguém precisa virar nossa lixeira, nossa privada ou um buraco sem fundo para que agente possa colocar para fora nossos azedumes e frustrações!
Muitas vezes a vida se encarrega de nos dar uma lição, e isso vem de muitas formas. Se estivermos atentos, acabamos associando que o que acontece com a gente é conseqüência dos nossos comportamentos e ações.
Já parou para pensar se você sente prazer de estar com você mesmo? Por que, quem não quer bem a si, não há de querer bem aos outros! E enquanto você não for senhor do próprio pensamento não poderá ser, senhor das próprias ações.
Ruan Sousa (ministro de música e coordenador da equipe de coroinhas)

Por que São José fala tão pouco?

Na verdade, a narração dos Evangelhos não permite que imaginemos José explicando sua fé ou ações. Entretanto, como tudo na Bíblia é tão inspirado, não é difícil entender que o Espírito Santo nos mostra esse grande homem de Deus ciente de que as palavras estão sujeitas a mal-entendidos; ele sabe que suas ações gritam por sua fidelidade a Deus e seu amor a Maria; não precisa justificar-se, pois é Deus quem o faz.
Em poucas palavras – para nos parecermos com ele – José não fala para que também aprendamos a falar menos; para que não sejamos quem fala, mas quem faz.
As pessoas vazias são, normalmente, muito barulhentas; quanto mais vazias, mais falantes.
Valei-me São José!
Medite sobre isso, por favor!

Fonte: Canção Nova

A obediência

Em Gênesis 12,1-4, vemos a vocação de Abraão. Ele é chamado para um destino desconhecido, abandonando a pátria. Deus exige dele o risco da fé. O Senhor lhe promete prosperidade. Em troca da família que deixa, ele terá como família um povo e um nome que será sinônimo de bênçãos. Na promessa que Deus faz ao patriarca Abraão, predomina a ação de abençoar. Ele se abandona totalmente a Deus, corta todas as ligações que o prendem. A resposta de Abraão é pura obediência a Deus, na fé, como afirma a carta aos Hebreus: “Dói pela fé que Abraão, respondendo ao chamado, obedeceu e partiu para uma terra que devia receber como herança, partiu sem saber para onde ia. Foi pela fé que residiu como estrangeiro na terra prometida, morando em tendas com Isac e Jacó, os co-herdeiros da mesma promessa, pois esperava a cidade que tem fundamentos, cujo arquiteto e construtor é o próprio Deus” (Hb 11,8-10). Abraão, ouvindo o chamado, é capaz de deixar tudo; confiando na promessa, parte para o desconhecido. Paulo, mesmo estando na prisão e às portas do martírio, encoraja o amigo e companheiro no apostolado a seguir Jesus, o vencedor da morte. O Filho de Deus, que na montanha faz a experiência de glória, desce para ir a Jerusalém e sofrer por parte dos anciãos, dos chefes dos sacerdotes e dos escribas, morrer e ressurgir ao terceiro dia. Ele é o servo que veio cumprir a vontade do Pai.
No dia-a-dia, nos agarramos a muitas “seguranças”. Ao contrário de Abraão, dificilmente “trocamos o certo pelo duvidoso”. O “risco” nos causa medo, insegurança, incerteza. Mas o caminho se faz caminhando. Nunca estamos prontos. É preciso ir fazendo acontecer à luz da palavra do Senhor.
Deus também se arriscou e se arrisca criando-nos com liberdade. Mas Ele tem fé nessas pobres criaturas que somos nós. Deveríamos, também nós, confiar e arriscar porque o risco que nos leva à paz, à alegria, à justiça e, portanto, à felicidade eterna é o risco de tentarmos fazer a vontade do Pai e deixar que Ele nos conduza.
Pe. Wagner Augusto Portugal

Ministério Adoração e Vida - Em Teu Altar

Os girassóis e nós.

Eles são submissos. Mas não há sofrimento nesta submissão. A sabedoria vegetal os conduz a uma forma de seguimento surpreendente. Fidelidade incondicional que os determina no mundo, mas sem escravizá-los.
A lógica é simples. Não há conflito naquele que está no lugar certo, fazendo o que deveria. É regra da vida que não passa pela força do argumento, nem tampouco no aprendizado dos livros. É força natural que conduz o caule, ordenando e determinando que a rosa realize o giro, toda vez que mudar a direção do Regente.
Estão mergulhados numa forma de saber milenar, regra que a criação fez questão de deixar na memória da espécie. Eles não podem sobreviver sem a força que os ilumina. Por isso, estão entregues aos intermitentes e místicos movimentos de procura. Eles giram e querem o sol. Eles são girassóis.
Deles me aproximo. Penso no meu destino de ser humano. Penso no quanto eu também sou necessitado de voltar-me para uma força regente, absoluta, determinante. Preciso de Deus. Se para Ele não me volto corro o risco de me desprender de minha possibilidade de ser feliz. É Nele que meu sentido está todo contido. Ele resguarda o infinito de tudo o que ainda posso ser. Descubro maravilhado. Mas no finito que me envolve posso descobrir o desafio de antecipar no tempo, o que Nele já está realizado.
Então intuo. Deus me dá aos poucos, em partes, dia a dia, em fragmentos.
Eu Dele me recebo, assim como o girassol se recebe do sol, porque não pode sobreviver sem sua luz. A flor condensa, ainda que de forma limitada, porque é criatura, o todo de sua natureza que o sol potencializa.
O mesmo é comigo. O mesmo é com você. Deus é nosso sol, e nós não poderíamos chegar a ser quem somos, em essência, se Nele não colocarmos a direção dos nossos olhos.
Cada vez que o nosso olhar se desvia de sua regência, incorremos no risco de fazer ser o nosso sol, o que na verdade não passa de luz artificial.
Substituição desastrosa que chamamos de idolatria. Uma força humana colocada no lugar de Deus.
A vida é o lugar da Revelação divina. É na força da história que descobrimos os rastros do Sagrado. Não há nenhum problema em descobrir nas realidades humanas algumas escadarias que possam nos ajudar a chegar ao céu. Mas não podemos pensar que a escadaria é o lugar definitivo de nossa busca. Parar os nossos olhos no humano que nos fala sobre Deus é o mesmo que distribuir fragmentos de pólvora pelos cômodos de nossa morada. Um risco que não podemos correr.
Tudo o que é humano é frágil, temporário, limitado. Não é ele que pode nos salvar. Ele é apenas um condutor. É depois dele que podemos encontrar o que verdadeiramente importa. Ele, o fundamento de tudo o que nos faz ser o que somos. Ele, o Criador de toda realidade. Deus trino, onipotente, fonte de toda luz.
Sejamos como os girassóis...
Uma coisa é certa. Nós estamos todos num mesmo campo. Há em cada um de nós uma essência que nos orienta para o verdadeiro lugar que precisamos chegar, mas nem sempre realizamos o movimento da procura pela luz.
Sejamos afeitos a este movimento místico, natural. Não prenda os seus olhos no oposto de sua felicidade. Não queira o engano dos artifícios que insistem em distrair a nossa percepção. Não podemos substituir o essencial pelo acidental. É a nossa realização que está em jogo.
Girassol só pode ser feliz se para o Sol estiver orientado. É por isso que eles não perdem tempo com as sombras.
Eles já sabem, mas nós precisamos aprender.
(Pe. Fábio de Melo)