sábado, 16 de abril de 2011

E agora, quais os frutos da Quaresma?

Chegados à Semana Santa, também estamos a encerrar o tempo da Santa Quaresma. Oportunamente a pergunta se impõe: E quais os frutos espirituais deste período de Graças para todos nós? Como se sabe, desde a Quarta-feira de Cinzas, a Santa Igreja nos deixou aquela admoestação programática:” Convertei-vos, e crede no Evangelho”.

A conversão e a fé no Evangelho de Jesus devem ter sido, pois, o objetivo de todo o tempo quaresmal. De modo prático, bem podemos definir a palavra conversão como sendo verdadeira mudança de vida. Mediante humilde e sincero exame de consciência, vamos admitir nossas inadimplências, ou mesmo a falta de compromisso no que se refere à nossa condição nobre e feliz de filhos e filhas tão amados pelo Pai Celeste, e cujo plano de salvação nos leva a alcançarmos a herança incorruptível do Reino do Céu.

A vida terrena jamais teria outro objetivo, e a nos levar ao cuidado atento para não ficarmos fora deste plano misericordiosíssimo do Amor de Deus. Para tanto, a conversão nos desperta a fé para com o Santo Evangelho, e cuja mensagem a se tornar, também, norma básica de conduta para todos os momentos. Quando se refere ao Evangelho, não se trata, apenas, de uma mensagem ou de alguma doutrina a se seguir. Sem dúvida, o Evangelho se identifica com uma pessoa, a pessoa divina do Filho de Deus, e cuja Palavra será sempre o “Caminho, a Verdade e a Vida” para todos. Sendo assim, logicamente se conclui a importância da Santa Quaresma, a nos proporcionar os frutos de conversão para o Evangelho de Jesus Cristo. Também neste tempo do calendário religioso, com frequência o apelo se fez ouvir: “Hoje não fecheis o vosso coração, mas ouvi a voz de Deus”. Como nos ensina o Papa Bento XVI a conversão não consistirá em ouvirmos, por melhores que fossem nossos próprios critérios, mas buscarmos a voz de Deus em nossa consciência, como parâmetro perfeito para nossa atitudes.

Lamentavelmente temos de reconhecer o quanto a sociedade humana se acha necessitada da luz indispensável do Santo Evangelho de Jesus Cristo, para usufruirmos de um mundo na justiça, na verdade, na paz e no amor fraterno. Síntese de toda a missão de Jesus vamos encontrar na afirmação: “ De tal modo Deus amou o mundo, que enviou seu próprio Filho, para que todo que nele crê não se perca, mas tenha a Vida Eterna”. Em nossas orações roguemos que o Divino Espírito Santo nos ilumine, e nos faça compreender alegremente o compromisso com a Santa Quaresma a cada ano.

Dom Roberto Gomes Guimarães (Bispo Diocesano de Campos)

Igreja oferece esperança que fortalece: o próprio Cristo, diz Papa

A Igreja busca sempre oferecer algo que lhe é conatural e que beneficia a todas as pessoas e nações: oferece a Cristo, "esperança que alenta e fortalece, como antídoto à decepção de outras propostas fugazes e a um coração carente de valores, que termina endurecendo-se até o ponto de não saber perceber mais o genuíno sentido da vida e o porquê das coisas. Esta esperança dá vida à confiança e à colaboração, transformando assim o presente sombrio em força de ânimo para afrontar o futuro, tanto da pessoa quanto da família e da sociedade".
É o que disse o Santo Padre ao receber as Cartas Credenciais da nova Embaixadora da Espanha junto à Santa Sé, María Jesús Figa López-Palop, na manhã deste sábado, 16. Mesmo sendo seu 84º aniversário, o Pontífice mantém a agenda normal de trabalhos concernentes à sua missão.
O Papa mencionou sua recente visita a Santiago de Compostela e Barcelona, na qual pôde sentir a proximidade e afeto pelo Sucessor de Pedro por parte dos espanhóis e das Autoridades. Aqueles dois lugares das terras espanholas, na opinião de Bento XVI, são sinais admiráveis que convidam a olhar para o alto, mesmo em meio a um ambiente plural e complexo.
Ele recordou também que percebeu diversas mostras da vivacidade da fé católica na Espanha, terra que viu nascer muitos santos e está repleta de catedrais e centros de assistência e cultura que se inspiraram na fidelidade dos habitantes às suas crenças religiosas.
"Isso comporta também a responsabilidade das Relações diplomáticas entre Espanha e Santa Sé, para que procurem fomentar sempre, com mútuo respeito e colaboração, dentro da legítima autonomia em seus respectivos campos, tudo aquilo que suscite o bem das pessoas e o desenvolvimento autêntico de seus direitos e liberdades, que incluem a expressão de sua fé e de sua consciência, tanto na esfera pública quanto na privada", ressaltou.
Fonte: Canção Nova