quinta-feira, 31 de março de 2011

Beatificação de João Paulo II deve receber mais de 300 mil pessoas

“Hoje a cidade de Roma atende pelo menos 300 mil peregrinos, mas está pronta para acolher um número maior”, disse o responsável pela organização, padre Libério Andreatta.
Para receber todos esses peregrinos, estão sendo fortalecidas as estruturas nas regiões próximas à Praça de São Pedro e no centro de Roma, na Itália. Na região de Lazio, na grande Roma, haverão espaços para hospedar os jovens.
Cerca de 2.500 voluntários estarão disponíveis para dar informações nos principais pontos de Roma.
Para segurança dos visitantes, um acordo foi afirmado com os hotéis da cidade e um número de telefone que atenderá em diversos idiomas foi colocado à disposição para o evento: 060606.
A fim de facilitar o transporte e a circulação também no dia que antecede e após a beatificação, a Obra Romana de Peregrinação, organizadora oficial do evento, idealizou o “JP2-pass” ao custo de 18 euros. O serviço garantido por esse passe são o transporte público urbano dentro de Roma que engloba ônibus, trem e metrô que funcionarão até às 2h da noite. Um vale refeição para o dia 1º de maio e um kit informativo, que descrevem os eventos ligados à beatificação, fazem parte também do “JP2-pass”.
A organização lembra que o “JP2-pass” não é um ingresso para assistir a cerimônia de beatificação.
A Missa, celebrada no dia 1º de maio pelo Papa Bento XVI na qual ele proclamará Beato João Paulo II, terá entrada gratuita a todos aqueles que desejarem participar e que poderão chegar à Praça de São Pedro a partir das 5h da manhã.
Na noite do sábado, 30 de abril, depois da vigília que será realizada no Circo Máximo, em Roma, prevista para começar às 20h, as igrejas do centro da cidade permanecerão abertas para receber os peregrinos.
Padre Andreatta especificou que a organização não pediu contribuições estatais, apenas pediu apoio a organizações privadas para cobrir as despesas desse grande evento que deve custar de três a quatro euros por fiel.

A Caridade

Meditando sobre os Evangelhos, impressiona-nos a mensagem de Cristo, fundada totalmente no amor aos irmãos, na caridade. Poucas vezes, o Divino Mestre fala do amor que devemos ter para com Deus. Do Pai, Ele sempre nos apresenta como o doador de tudo, que nos ama a ponto de dar o Filho à morte para a salvação dos homens. Raras vezes, e foram sempre respostas aos fariseus e aos legistas, em que reafirmou o primeiro mandamento do amor a Deus, mas, logo, a seguir completa-o o amor ao próximo, que lhe é semelhante. Ilustra-o na Parábola do Bom Samaritano (Lucas 10, 25-37).
As cartas do apóstolo João insistem no mesmo diapasão. Catequeticamente, e com clareza apostólica, afirma que aquele que diz amar a Deus e não ama a seus irmãos é mentiroso. E continua que é muito fácil proclamar que amamos a Deus, a quem não vemos, mas se desprezamos o irmão que está a nosso lado, onde está a caridade, onde está o amor? (1Jo.4,20).
Paulo, na sua Carta aos Coríntios (I Coríntios 13), proclama e exalta a caridade. Quase sabemos de cor o texto maravilhoso. Somos levados a interpretar esse hino como o amor ao Pai Celeste. Mas, o apóstolo fala é da excelência do amor entre os irmãos. “Ainda que eu falasse todas as línguas dos anjos, ou tivesse toda a ciência, sem a caridade seria um bronze que soa” e cujo som se perde nas quebradas dos montes.
Logo a seguir nos ensina em que consiste a caridade: na paciência, na humildade, no fazer o bem, na longanimidade, na partilha da dor e da alegria com os irmãos, no perdão tão difícil. E conclui pela perenidade do amor e da caridade. Tudo cessa quando vier a perfeição, exceto a caridade, pela qual seremos medidos.
No dia do Juízo, quando o Filho do Homem, na Sua glória, vier nos julgar, escreve o evangelista Mateus, Ele não nos questionará sobre o amor de Deus, sobre a nossa fé, sobre as coisas grandiosas que tivermos feito. O questionamento e a glória decorrente será sobre o nosso coração, se ele se abriu ou fechou sobre os pequeninos, que moravam em nossas casas, no nosso bairro, na nossa comunidade.
Nos primeiros hinários depois do Concílio, cantávamos: “Como posso ser feliz, se ao pobre, meu irmão, eu fechei o coração, meu amor eu recusei! Já nesta vida mortal, podemos sentir as delícias desta vida fraterna, como rezamos nos salmo: ó quão bom e quão e alegre, a vida comum entre os irmãos”.
Não é fácil o exercício dessa caridade, o empecilho do pecado que herdamos de Adão leva-nos a outro tipo de vida. Conhecedor da natureza humana, Jesus, no Sermão da Montanha, nos dá regras práticas de sua vivência.
Os bem-aventurados do Reino não são os poderosos e sábios, mas aqueles que vivem o despojamento total da autoconfiança, na simplicidade de espírito. Não é a letra da lei que importa: “Ouvistes o que foi dito aos antigos [...]” e repetindo os mandamentos, dá-lhes o sentido vivencial pleno, exemplificando nos atos que devem nascer do coração renovado (Mateus 5, 17-47). Enquanto vigorava a lei de talião: dente por dente, olho por olho, ensinava a grandeza do perdão, que reitera na resposta a Pedro, logo no início do discurso eclesiástico, no Evangelho de Mateus ( Mateus 18,21-22).
Neste mesmo capítulo 18, na parábola do devedor implacável, diz-nos como seremos tratados se não perdoarmos, de coração, ao irmão. E como se não bastasse a Sua Palavra, deu-nos o Seu exemplo: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei” e entregou-se por nós na cruz.

Dom Eurico dos Santos Veloso

quarta-feira, 30 de março de 2011

Deus Caminha Comigo - Salette Ferreira

A missão do catequista

Todo cristão é responsável em anunciar a Palavra de Deus

Quando se fala em catequese, muitos pensam naquela que prepara as crianças para a Primeira Eucaristia ou a Crisma. Engana-se quem acha que catequese é o mesmo que "dar catecismo", pois ela faz parte da ação evangelizadora da Igreja que envolve aqueles que aderem a Jesus Cristo. Catequese é o ensinamento essencial da fé, não apenas da doutrina, como também da vida, levando a uma consciente e ativa participação do mistério litúrgico e irradiando uma ação apostólica.
Segundo o documento de Puebla e a afirmação dos Bispos do Brasil, a catequese é um processo de educação da fé em comunidade, é dinâmica, é sistemática e permanente.
O Papa João Paulo II disse: "A catequese é uma educação da fé das crianças, dos jovens e dos adultos, a qual compreende especialmente um ensino da doutrina cristã, dado em geral de maneira orgânica e sistemática, com fim de iniciá-los na plenitude da vida cristã" (CT). Segundo o Novo Catecismo da Igreja Católica (1992), "no centro da catequese encontramos essencialmente uma Pessoa, a de Jesus Cristo de Nazaré, Filho único do Pai...”.
A finalidade definitiva da catequese é levar à comunhão com Jesus Cristo: só Ele pode conduzir ao amor do Pai no Espírito e fazer-nos participar da vida da Santíssima Trindade. Todo catequista deveria poder aplicar a si mesmo a misteriosa palavra de Jesus: 'Minha doutrina não é minha, mas daquele que me enviou (Jo 7,16).
Em sua origem, o termo "CATEQUESE" diz respeito à proclamação da Palavra. O termo se liga a um verbo que significa "Fazer", "Ecoar" (gr. Kat-ekhéo). Assim, a ela tem por objetivo último fazer escutar e repercutir a Palavra de Deus. A catequese faz parte da ação evangelizadora da Igreja que envolve aqueles que aderem a Jesus Cristo. Catequese é o ensinamento essencial da fé, não apenas da doutrina como também da vida, levando a uma consciente e ativa participação do mistério litúrgico e irradiando uma ação apostólica.
Todo cristão que aceita Cristo por inteiro é o verdadeiro balizado; ele é responsável em anunciar a Palavra de Deus, a começar por si próprio e pela família. Para tanto, tem uma maturidade cristã de fé e de amor ao próximo e à Igreja.
A missão do catequista mais do que passar as regras, a doutrina, é promover entre a Pessoa de Jesus e o catequizando um encontro pessoal. A verdadeira catequese promove um encontro com Jesus.

Oração do Catequista: Concedei-me, Senhor, o dom da sabedoria que provém do vosso Santo Espírito. Daí-me o entendimento de vossa verdade para que eu possa vivê-la e comunicá-la a tantas pessoas que desejam conhecê-la. Iluminai-me com a luz da verdadeira fé para que eu possa transmiti-la aos corações sedentos de autenticidade.


A verdadeira obediência é fruto do amor

Hoje escutamos do Senhor: «Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas; […], não vim para abolir, mas para cumprir». No Evangelho de hoje, Jesus ensina que o Antigo Testamento é parte da revelação divina: Deus, no início, deu-se a conhecer aos homens por intermédio dos profetas. O povo escolhido reunia-se aos sábados na sinagoga para escutar a Palavra de Deus. Assim como um bom israelita conhecia as Sagradas Escrituras e as punha em prática, aos cristãos também convém a meditação frequente diária, se possível, delas [Sagradas Escrituras].
Em Jesus temos a plenitude da revelação. Ele é o Verbo, a Palavra de Deus, que se fez homem (cf. Jo 1,14), que vem a nós para dar-nos a conhecer quem é Deus e o quanto Ele nos ama. O Todo-poderoso espera do homem uma resposta de amor, manifestada no cumprimento dos Seus ensinos: «Se me amais, observareis os meus mandamentos» (Jo 14,15).
No texto do Evangelho de hoje encontramos uma boa explicação sobre isso na Primeira Carta de São João: «Pois amar a Deus consiste nisto: que observemos os seus mandamentos. E os seus mandamentos não são pesados» (IJo 5,3). Observar os mandamentos de Deus nos garante que O amamos com obras e verdadeiramente. O amor não é só um sentimento, senão que também pede obras, obras de amor, viver o duplo preceito da caridade.
Jesus nos ensina a malícia do escândalo: «Quem desobedecer a um só destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar os outros, será considerado o menor no Reino dos Céus» (Mt 5,19). Quem diz: «’Eu conheço a Deus’, mas não observa os seus mandamentos, é mentiroso e a verdade não está nele» (IJo2,4).
Também ensina a importância do bom exemplo: «Quem os praticar e ensinar será considerado grande no Reino dos Céus» (Mt 5,19). O bom exemplo é o primeiro elemento do apostolado cristão. O próprio Cristo cumpria a lei, não para anulá-la, nem para destruí-la, mas para viver em obediência. Jesus instruiu Seus seguidores a observar os mandamentos.
Certa vez um jovem, príncipe e rico, aproximou-se de Jesus e perguntou-lhe: “Mestre, que farei para herdar a vida eterna? E respondeu-lhe: ‘Se queres entrar na vida guarda os mandamentos’”. ( Mt 19, 16 e 17).
Jesus advertiu seus seguidores sobre o perigo de menosprezar a obediência a Seus mandamentos. Disse ele: “Nem todo o que me diz Senhor, Senhor, entrará no Reino dos Céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus” (Mt 7, 21). Não basta, para entrar no Reino do Céu, a confissão verbal. É necessário que se cumpra e que se faça a vontade de Deus revelada. E Jesus deixou isso bem claro.
A verdadeira obediência é fruto do amor. Paulo, escrevendo aos Romanos 13:10, assim afirmou: “De sorte que o cumprimento da lei é o amor”. Jesus relacionou de forma muito clara a ligação do amor e da obediência. Em Suas orientações finais aos discípulos, pouco antes de Sua morte, Ele disse: “Se me amais guardareis os meus mandamentos”(Jo 14:15). E “Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e no seu amor permaneço” (Jo 15:10). Com essas declarações, Jesus não deixa dúvida alguma com respeito a esse assunto. A obediência genuína tem como fonte geradora o amor. O amor verdadeiro se manifesta por meio de atos de amor pela obediência.
São João, o apóstolo do amor, em I João 5:2 e 3 escreveu: “Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus, quando amamos a Deus e praticamos os seus mandamentos. Porque este é o amor de Deus, que guardemos os seus mandamentos; ora, os seus mandamentos não são pesados”. Jesus foi vitorioso em Sua luta contra o pecado, porque estava ligado ao Pai, de quem buscava poder para vencer como humano. Da mesma forma, a vitória de Cristo nos é oferecida! Para que ela seja a nossa vitória, necessitamos estar tão ligados a Jesus, como o ramo está ligado ao tronco. Ligados dessa maneira a Cristo, produziremos, pelo Seu poder, o fruto da obediência. Somente se permanecermos em Cristo nos será possível prestar obediência de coração, fruto do amor. Voltando ao Sermão da Montanha, no capítulo 5 de São Mateus, encontramos Jesus apresentando uma dimensão profundamente espiritual dos mandamentos, da lei de Deus. O povo de Israel estivera tão apegado à forma e à letra da lei, que perdera completamente o discernimento espiritual que sustentava e sustenta cada ordenança.
Uma religião legal é insuficiente para pôr a alma em harmonia com Deus. Puramente o fundamento destituído de contrição, ternura ou amor, é apenas uma pedra de tropeço. Os que agiram assim nos dias de Jesus eram como o sal que se tornara insípido. Sua influência não tinha poder algum para preservar o mundo da corrupção.
O povo de Israel perdera completamente a percepção da natureza espritual da lei. Sua obediência não passava de uma mera observância de formas e cerimônias em vez de ser uma entrega do coração à soberania do amor.
As palavras de Cristo, proferidas no sermão da Montanha, conquanto fossem serenas, eram ditas com sinceridade e poder tais que moviam o coração do povo. De pronto se admiravam e percebiam que “ensinava como tendo autoridade”.
O Salvador, com Seu divino amor e ternura, exaltava a majestade e beleza da verdade. Com branda, mas profunda influência, os homens eram atraídos para ouvir e aceitar Seus ensinos.
De igual maneira hoje, se olharmos para a lei como um fim em si mesma, nos tornaremos formais, praticantes de uma religião cerimonial destituída de alegria. Mas quando olhamos para a lei e vemos nela algo que aponta nossa necessidade de Jesus, e encontramos n’Ele o Salvador que nos perdoa e nos capacita a viver de acordo com Sua vontade nos tornamos cristãos felizes na mais completa acepção da palavra.
É essa dimensão espiritual que Cristo resgatou em Seus ensinamentos e da qual nós necessitamos para revitalizar nossa vida religiosa.
Pai, livra-me do perigo de reduzir minha obediência aos Teus mandamentos à execução mecânica de gestos exteriores. Revela-me, cada vez mais profundamente, a Tua vontade, como o fez a Jesus. Que Ele seja hoje e sempre o meu exemplo de obediência à Tua Palavra viva na Lei e nos profetas de hoje! Amém!

Fonte: Blog do Padre Bantu Mendonça

terça-feira, 29 de março de 2011

O tesouro

Há muita gente triste porque ainda não encontrou o verdadeiro tesouro

Jesus afirmou haver um tesouro precioso, que carrega em si um grande desejo: produzir alegria em quem o encontra. Portanto, aqueles que o encontram podem encher-se de alegria.
O tesouro existe e a alegria é manifestada em quem o encontra. Ele contém a capacidade de produzir “automaticamente” essa alegria. Assim como quem tem uma habilidade quer prová-la através do que faz, este tesouro demonstra quem é pela alegria produzida em quem o encontra. Mas, afinal quem é este precioso tesouro e como encontrá-lo? Como é possível ter a garantia de que ele, de fato, produz alegria? Essa certeza nos foi dada pelo próprio Jesus.
“O Reino dos céus é semelhante a um tesouro escondido num campo. Um homem o encontra, mas o esconde de novo. E, cheio de alegria, vai, vende tudo o que tem para comprar aquele campo” (Mateus 13,44).
Cristo garante que quem o encontra fica “cheio de alegria”. Como e quando ele produz alegria? O próprio Senhor responde: Quando é encontrado. Caso não o seja, não consegue dar o fruto da alegria desejada. Esse tesouro é o Reino dos céus. Esse tesouro é Jesus Cristo.
Quantos ainda não O encontraram! Quantos ansiosamente vivem buscando a alegria. Encontram outros falsos tesouros, com aparência de verdadeiros, mas falsos. Alegram-se quando os encontram, mas essa alegria é efêmera, passageira. São tesouros ocos, vazios. São os ídolos. Tesouros que não são capazes de preencher o vazio, mesmo depois de terem sido encontrados. São os tesouros do prazer, do dinheiro, do ter a roupa ou tênis de marca. Assim como, os tesouros da droga, da bebida, do sexo. A alegria produzida por eles, logo a seguir pode transformar-se em tristeza.
A possibilidade de sentirmos tristeza foi Deus mesmo quem nos deu. A tristeza deveria despertar nas pessoas a saudade e o desejo de retornarem ao Senhor, assim como fez o filho pródigo. Ele retornou ao verdadeiro tesouro, onde estava a verdadeira alegria: Junto do Pai, do qual jamais deveria ter se afastado.
Há tanta gente triste porque ainda não encontrou o verdadeiro tesouro. Entremos nessa e aproveitemos as oportunidades que temos de apresentar a quem não conhece o Maior de todos os Tesouros: Nosso Senhor Jesus Cristo.
Esta é a tarefa do missionário: apresentar o verdadeiro tesouro: JESUS.
Tesouro verdadeiro que produz a verdadeira e permanente alegria. Alegria esta que acontece com quem é apresentado ao tesouro (o evangelizado). E alegria que experimenta o que apresenta tesouro (o evangelizador). “Porque eis que se pode dizer com toda verdade: Um é o que semeia outro é o que ceifa” (João 4,37).
Essa é a graça da missão. Este é o privilégio do missionário: ver rostos se encherem de alegria por terem encontrado o precioso tesouro: Jesus Cristo.
Entre neste grupo. Seja um missionário e experimente esta alegria!

40 dias de reflexão

Vivemos no mundo, mas sem seguir suas orientações

Em um mundo dessacralizado, distante da prática religiosa, percebe-se a influência dos tempos litúrgicos. Embora deformados, o Natal, a Páscoa e outras festividades têm ressonância no ambiente humano. Ainda que seja débil sua repercussão na consciência dos indivíduos, devem ser utilizadas em favor dos objetivos de evangelização, que é levar aos homens a Mensagem de Cristo.
As semanas que antecedem as comemorações da Morte e Ressurreição do Salvador, denominadas “tempo quaresmal”, nos proporcionam ricos ensinamentos, farta e bela semeadura, capaz de, uma vez aproveitada, produzir abundantes frutos espirituais.
Recordam outra “quaresma”, os quarenta dias de Jesus no deserto, preparando-se para sua missão salvífica. Ensina-nos o evangelista Marcos (1, 12-13): “E logo o Espírito o impeliu para o deserto. E ele esteve no deserto quarenta dias, sendo tentado por Satanás e vivia entre as feras e os anjos o serviam”. E Lucas (4, 1-13) completa a descrição mostrando a vitória de Jesus sobre as tentações. Esse fato é revivido pela Igreja a cada ano e isso ocorre, entre outros motivos, pela sua própria natureza. Diz o Vaticano II em “Lumen Gentium” nº8: “A Igreja, reunindo em seu próprio seio os pecadores, ao mesmo tempo santa e sempre na necessidade de purificar-se, busca sem cessar a penitência e a renovação”. Queremos uma Igreja sem mancha nem rugas, embora composta de homens. Isso somente será possível através de uma verdadeira conversão. Exatamente é este o alvo do tempo litúrgico da Quaresma.
São seis semanas de preparação para a Páscoa. Ela une profundamente cristãos e judeus. A mesma Sagrada Escritura serve de elemento constitutivo para uns e outros. A diferença é que nós celebramos o que já aconteceu – a vinda do Messias esperado – e vivemos na esperança da vida definitiva no paraíso; os israelitas, na expectativa do Salvador prometido ou o Reino de Deus.
Uma eficaz e condigna celebração da Páscoa se obtém, sobretudo, pela lembrança das exigências do Batismo, a frequência em ouvir a Palavra de Deus, a oração, o jejum e a esmola. A penitência é uma característica desta época. Lamentavelmente, hoje em dia, os cristãos, arrefecidos em sua Fé, esquecem-se desses compromissos.
O Concílio Ecumênico, na Constituição “Sacrosanctum Concilium”, adverte: “A penitência no tempo quaresmal não seja somente interna e individual, mas também externa e social” (nº110). São recomendados também “os exercícios espirituais, as liturgias penitenciais, as peregrinações em sinal de penitência, as privações voluntárias, como o jejum e a esmola, a partilha fraterna (obras caritativas e missionárias)” (Catecismo da Igreja Católica, nº1438).
Esse quadro nos indica o caminho da perfeição, que passa pela Cruz. E lembra o dever da santidade, que, para ser cumprido, exige o esforço. Em consequência, a ascese e a mortificação, fazem parte do plano de Deus a respeito de seus filhos.
O quinto mandamento da Igreja prescreve o jejum e a abstinência. Eles são um meio de dominar os instintos e adquirir a liberdade de coração. Estão presentes também no Código de Direito Canônico (cc 1249 a 1253). O primeiro começa: “Todos os fiéis, cada qual a seu modo, estão obrigados pela lei divina a fazer penitência”. E no seguinte: “Os dias e tempos penitenciais em toda a Igreja são todas as sextas-feiras do ano e o tempo da Quaresma”. No Brasil, a abstinência das sextas-feiras – exceto na Semana Santa – pode ser comutada por “outras formas de penitência, principalmente obras de caridade e exercícios de piedade”.
Este período do ano litúrgico coloca diante de nossos olhos, como imperativo da vida cristã, a conversão – através da penitência. Ora, nós respiramos uma atmosfera visceralmente contrária. Tudo em torno de nós sugere o prazer sem limites, isento de compromisso, um comportamento à margem das exigências oriundas das determinações do Evangelho. Essa maneira de ser penetrou os umbrais sagrados. Assim, pouco se fala do pecado, dos deveres que são substituídos por direitos sem barreiras, de um Cristo despojado de seus ensinamentos, que constrangem a sede ilimitada de liberdade sem peias.
Esta época litúrgica tem muita semelhança com o apelo dos profetas à conversão, e esta, a partir do coração. Tanto é assim que usamos os textos do Antigo Testamento na escuta da Palavra de Deus, dirigida a cada um dos fiéis em nossos dias.
O apelo de Pedro deve repercutir em nossos ouvidos: “Salvai-vos, dizia ele, dessa geração perversa” (Atos 2,40). Vivemos no mundo, mas sem seguir suas orientações. O cristão será sempre alguém que “rema contra a corrente”. Quando encontramos um pregador ou um agente pastoral que teme ensinar a mesma Doutrina de Jesus Cristo ou prefere amenizá-la para não afastar os fiéis, sabemos que não são verdadeiros pastores.
A Quaresma é um tempo propício à reflexão cristã, a uma conversão do coração, a uma prática de penitência, tão distanciada de uma mentalidade moderna à margem do Evangelho, mas que penetrou até nas fileiras dos seguidores de Cristo.
Vivendo os ensinamentos da Igreja neste tempo litúrgico, nos dispomos a receber as graças da Páscoa da Ressurreição.

Dom Eugênio Sales

domingo, 27 de março de 2011

Nossa Senhora e a Eucaristia

Jesus se torna acessível às pessoas na comunhão

O Papa João Paulo II escreveu o documento Ecclesia de Eucharistia falando da extrema ligação de Nossa Senhora com a Eucaristia. Há um nexo profundo entre Maria Santíssima e a Eucaristia; o próprio Papa João Paulo II afirma que Ela foi o primeiro sacrário do mundo, por essa razão, Ela em tudo tem a ver com Jesus Eucarístico. A primeira coisa que o saudoso Pontífice nos recorda é que Maria não estava presente no momento da instituição da Eucaristia, na Santa Ceia, pois não era o papel dela estar lá, mas através de sua intercessão, realizou-se o milagre da transubstanciação pelo poder do Espírito Santo.

O que faz um homem ser homem? É a beleza física? A cor dos seus cabelos? O formato de sua orelha? Nada disso. O que o faz ser homem é algo que não se vê, é a alma!


É a essência de alguém que o faz ser quem é. Assim, quando vemos a hóstia branca, redonda, de diversos tamanhos, não fazemos conta da essência, da substância e é isso que acontece no momento da transubstanciação, ou seja, a transformação da substância vinho e pão para Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Jesus se torna acessível às pessoas na comunhão. Todos podem receber a Eucaristia, independentemente de sua condição física ou psicológica. Deus quis que você recebesse o Corpo, a Alma e a Divindade de Cristo. É Jesus, que se esconde e se aniquila através da Eucaristia.
Só há um caso em que o Senhor não está na hóstia: é quando o trigo ou o vinho se estragam, deixando de ser pão e vinho, não tem como ser Jesus. Jesus não "está" no pão, Jesus é o Pão Consagrado. Quantas vezes, Ele entra na boca de um bêbado e até de alguém que não está preparado para recebê-Lo na comunhão.

Quando compreendermos o amor de Jesus por nós, nosso desejo pela Eucaristia será maior.

Hóstia significa "vítima oferecida em sacrifício". Cristo deu o poder aos sacerdotes para consagrarem a substância do pão e do vinho em Corpo e Sangue d'Ele por inteiro, é a palavra de Cristo pelo sacerdote. O sacramental é aquilo que depende de nossa fé; mas, o sacramento é diferente, pois, por exemplo, no sacramento do batismo a criança não precisa ter fé para acontecer a graça, pois é Deus quem opera.
Todos nós conhecemos a passagem bíblica que narra as Bodas de Caná (cf. Jo 2,1-12). Naquele momento, o Senhor mudou tanto a aparência como a substância do líquido, diferentemente do que acontece durante a consagração, na celebração da Santa Missa. A essência do trigo é o próprio Corpo de Cristo; a essência do vinho é Seu próprio Sangue.
Assim como Jesus se fez presente no seio da Santíssima Virgem Maria durante a gestação, quando O recebemos na Hóstia Consagrada, Ele está presente dentro em nós. Então , como Maria, podemos cantar o "Magnificat".
Nosso Senhor Jesus Cristo se encarna no corpo de cada um de nós, também com o desígnio de nos salvar. Ele tem uma paixão enorme pela nossa essência, a nossa alma, por isso, tenta de todas as maneiras salvá-la. Diante disso, cabe a nós olharmos para Cristo, na Eucaristia, com a mesma adoração que Isabel recebeu Maria, quando grávida, ao visitá-la (cf. Lucas 1,39-56). Assim como a Igreja e a Eucaristia não se separam; a Virgem Maria e a Eucaristia também não se separam. Quem entra na comunhão com Cristo, entra na escola de Maria, pois Ela tem muito a nos ensinar!

Felipe Aquino

Como evangelizar os meus filhos?

Os pais não devem apenas mandar os filhos para a igreja, mas levá-los.

A Igreja ensina que os primeiros catequistas são os pais. É no colo deles que toda criança deve aprender a conhecer a Deus, aprender a rezar e dar os primeiros passos na fé; conhecer os Mandamentos e os Sacramentos.
Os pais são educadores naturais, e os filhos assimilam seus ensinamentos sem restrições. Será difícil levar alguém para Deus se isso não for feito, em primeiro lugar, pelos pais. É com o pai e a mãe que a criança tem de ouvir em primeiro lugar o nome de Jesus Cristo, Sua vida, Seus milagres, Seu amor por nós, Sua divindade, Sua doutrina... Eles são os responsáveis a dar-lhes o batismo, a primeira comunhão, a crisma e a catequese.
Quando fala aos pais sobre a educação dos filhos, São Paulo recomenda: “Pais, não exaspereis os vossos filhos. Pelo contrário, criai-os na educação e na doutrina do Senhor” (Ef 6, 4). Aqui está uma orientação muito segura para os pais. Sem a “doutrina do Senhor”, não será possível educar. Dom Bosco, grande “pai e mestre da juventude”, ensinava que não é possível educar sem a religião. Seu método seguro de educar estava na trilogia: amor - estudo - religião.
Nunca esqueci o terço que aprendi a rezar aos cinco anos de idade, no colo de minha mãe. Pobre filho que não tiver uma mãe que o ensine a rezar! Passei a vida toda estudando, cheguei ao doutorado e pós-doutorado em Física e nunca consegui esquecer a fé que herdei de meus pais; é a melhor herança que deles recebi. Não é verdade que a ciência e a fé são antagônicas; essa luta só existe no coração do cientista que não foi educado na fé, desde o berço.
Os pais não devem apenas mandar os seus filhos à igreja, mas, devem levá-los. É vendo o pai e a mãe se ajoelharem que um filho se torna religioso, mais do que ouvindo muitos sermões. A melhor maneira de educar, também na fé, é pelo exemplo. Se os pais rezam, os filhos aprender a rezar; se os pais vivem conforme a lei de Deus, os filhos também vão viver assim, e isso se desdobra em outros exemplos. Os genitores precisam rezar com os filhos desde pequenos, cultivar em casa um lar católico, com imagens de santos em um oratório, o crucifixo nas paredes, etc.; tudo isso vai educando os filhos na fé. Alguém disse, um dia, que “quando Deus tem seu altar no coração da mãe, a casa toda se transforma em um templo.” Um aspecto importante da educação religiosa de nossos filhos está ligado à escola. Infelizmente, hoje, se ensina muita coisa errada em termos de moral nas escolas; então, os pais precisam saber e fiscalizar o que os filhos aprendem ali. Infelizmente, hoje, o Governo está colocando até máquinas para distribuir “camisinhas” nesses locais. Os filhos precisam em casa receber uma orientação muito séria sobre a péssima “educação sexual” que hoje é dada em muitas escolas, a fim de que não aprendam uma moral anticristã.
Outro cuidado que os pais precisam ter é com a televisão; saber selecionar os programas que os filhos podem ver, sem violência, sem sexo, sem massificação de consumo, entre outros. Hoje temos boas emissoras religiosas. A televisão tem o seu lado bom e o seu lado mau. Cabe a nós saber usá-la. Uma criança pode ficar até cerca de 700 horas por ano na frente de um televisor ligado. Mais uma vez aqui, é a família que será a única guardiã da liberdade e da boa formação dessa criança. Os pais precisam saber criar programas alternativos para tirá-las da frente do televisor, oferecendo-lhes brinquedos, jogos, contando-lhes histórias, etc.. Da mesma forma, ocorre com a internet: os pais não podem descuidar dela.
Mas, para levar os filhos para Deus é preciso também saber conquistá-los. O que quer dizer isso? Dar a eles tudo o que querem, a roupa da moda, a camisa de marca, o tênis caro? Não! Você os conquista com aquilo que você é para o seu filho, não com aquilo que você dá a ele. Você o conquista dando-se a ele; dando o seu tempo, o seu carinho, a sua atenção, ajudando-o sempre que ele precisa de você. Saint-Exupéry disse no livro "O Pequeno Príncipe": “Foi o tempo que você gastou com sua rosa que a fez ser tão importante para você”.
Diante de um mundo tão adverso, que quer arrancar os filhos de nossas mãos, temos de conquistá-los por aquilo que “somos” para eles. É preciso que o filho tenha orgulho dos pais. Assim será fácil você levá-lo para Deus. Muitos filhos não seguem os pais até a igreja porque não foram conquistados por estes.
Conquistar o filho é respeitá-lo; é não o ofender com palavras pesadas e humilhantes quando você o corrige; é ser amigo dos seus amigos; é saber acolhê-los em sua casa; é fazer programas com ele, é ser amigo dele. Enfim, antes de dizer a seu filho “Jesus te ama”, diga-lhe: “eu te amo.”

Felipe Aquino

Por que Nossa Senhora insiste tanto para que rezemos o Terço?

A palavra Rosário significa "Coroa de Rosas".
Todas as vezes que dizemos uma Ave-Maria é como se déssemos a Nossa Senhora uma linda rosa; com cada Rosário completo Lhe damos uma coroa de rosas.
O Santo Rosário é considerado uma oração completa, porque traz em síntese toda a história da nossa salvação.
Em todas suas aparições, em Fátima, Nossa Senhora pediu aos três pastorinhos para que rezassem o terço todos os dias. Este pedido de Nossa Senhora confirma o que disseram grandes Santos sobre os benefícios dessa devoção.
Mas, qual a razão dessa insistência? A salvação das almas, a conversão dos pecadores e a paz no mundo.
Ela previu também um grande castigo, caso não houvesse essa conversão.
Por isso, os insistentes pedidos de recitação do Terço, feitos por Nossa Senhora de Fátima, precisam ser atendidos. E, conforme a própria Mãe de Deus indicou, devemos rezar o Terço em reparação às ofensas feitas ao Imaculado Coração de Maria e ao Sagrado Coração de Jesus.

Veja o que diz o grande apóstolo do Santo Rosário, São Luiz Maria Grignion de Montfort (1673-1716):

"Quem rezar o Rosário fiel e devotamente, até o fim da vida, ainda que seja grande pecador, pode crer que receberá uma coroa de glória que jamais fenecerá".
"... A Santíssima Virgem aprovou e confirmou esse nome de Rosário, revelando a vários devotos seus que Lhe apresentariam tantas e agradáveis rosas quantas Avé-Marias recitassem em sua honra; e tantas coroas de rosas quantos fossem os Rosários por eles rezados.".
"Com efeito, sem a meditação desses Sagrados Mistérios da nossa salvação, o Rosário seria quase um corpo sem alma, uma excelente matéria sem a forma que é a meditação. É isto que o distingue das outras práticas de piedade".
"Para bem rezar o Rosário, não há necessidade de gosto, nem de consolação, nem de suspiros, nem de arroubos, nem de lágrimas, nem de aplicação contínua da imaginação. São suficientes a fé pura e a boa intenção".

Virtudes, benefícios e méritos do Santo Rosário

1) O Rosário eleva-nos insensivelmente ao conhecimento perfeito de Jesus Cristo;
2) Purifica nossas almas do pecado;
3) Torna-nos vitoriosos sobre todos os nossos inimigos;
4) Torna-nos fácil a prática das virtudes;
5) Abrasa-nos do amor de Jesus Cristo;
6) Enriquece-nos de graças e de méritos;
7) Fornece-nos com que pagar nossas dividas para com Deus e para com os homens;
8) Enfim, faz-nos obter de Deus toda espécie de graças;

Por que não começar a rezar o Terço do Santo Rosário hoje mesmo?

São apenas 15 a 20 minutos por dia que você reservará para um contato com Deus, através de sua Mãe Santíssima. Um momento especial para pedir pelos problemas que mais nos afligem e colocá-los nas mãos de Nossa Senhora.

Hoje é tempo de ser feliz!

A vida é fruto da decisão de cada momento. Talvez seja por isso, que a idéia de plantio seja tão reveladora sobre a arte de viver.
Viver é plantar. É atitude de constante semeadura, de deixar cair na terra de nossa existencia as mais diversas formas de sementes.
Cada escolha, por menor que seja, é uma forma de semente que lançamos sobre o canteiro que somos. Um dia, tudo o que agora silenciosamente plantamos, ou deixamos plantar em nós,será plantação que poderá ser vista de longe...
Para cada dia, o seu empenho. A sabedoria bíblica nos confirma isso, quando nos diz que "debaixo do céu há um tempo para cada coisa!"
Hoje, neste tempo que é seu, o futuro está sendo plantado. As escolhas que você procura, os amigos que você cultiva, as leituras que você faz, os valores que você abraça, os amores que você ama, tudo será determinante para a colheita futura.
Felicidade talvez seja isso: alegria de recolher da terra que somos, frutos que sejam agradáveis aos olhos!
Infelicidade, talvez seja o contrário.
O que não podemos perder de vista é que a vida não é real fora do cultivo. Sempre é tempo de lançar sementes... Sempre é tempo de recolher frutos. Tudo ao mesmo tempo. Sementes de ontem, frutos de hoje, Sementes de hoje, frutos de amanhã!
Por isso, não perca de vista o que você anda escolhendo para deixar cair na sua terra. Cuidado com os semeadores que não lhe amam. Eles têm o poder de estragar o resultado de muitas coisas.
Cuidado com os semeadores que você não conhece. Há muita maldade escondida em sorrisos sedutores...
Cuidado com aqueles que deixam cair qualquer coisa sobre você, afinal, você merece muito mais que qualquer coisa.
Cuidado com os amores passageiros... eles costumam deixar marcas dolorosas que não passam...
Cuidado com os invasores do seu corpo... eles não costumam voltar para ajudar a consertar a desordem...
Cuidado com os olhares de quem não sabe lhe amar... eles costumam lhe fazer esquecer que você vale à pena...
Cuidado com as palavras mentirosas que esparramam por aí... elas costumam estragar o nosso referencial da verdade...
Cuidado com as vozes que insistem em lhe recordar os seus defeitos... elas costumam prejudicar a sua visão sobre si mesmo.
Não tenha medo de se olhar no espelho. É nessa cara safada que você tem, que Deus resolveu expressar mais uma vez, o amor que Ele tem pelo mundo.
Não desanime de você, ainda que a colheita de hoje não seja muito feliz.
Não coloque um ponto final nas suas esperanças. Ainda há muito o que fazer, ainda há muito o que plantar, e o que amar nessa vida.
Ao invés de ficar parado no que você fez de errado, olhe para frente, e veja o que ainda pode ser feito...
A vida ainda não terminou. E já dizia o poeta "que os sonhos não envelhecem..."
Vai em frente. Sorriso no rosto e firmeza nas decisões.
Deus resolveu reformar o mundo, e escolheu o seu coração para iniciar a reforma.
Isso prova que Ele ainda acredita em você.E se Ele ainda acredita, quem sou eu pra duvidar... (?)

Padre Fábio de Melo

Papa diz que violência entre os homens é ofensa gravíssima a Deus

O Papa Bento XVI visitou as Fossas Ardeatinas, em Roma, na manhã deste domingo, 27. A peregrinação do Pontífice alemão ao Santuário que recorda o terrível massacre nazista contra militares italianos, ocorrido em 1944, durante a Segunda Guerra Mundial, atendeu ao convite da Associazione Nazionale tra le Famiglie Italiane dei Martiri caduti per la libertà della Patria (A.N.F.I.M.).
Em seu discurso, o Pontífice citou palavras de um autor desconhecido, escritas na parede de uma cela de tortura em Via Tasso, em Roma, durante a ocupação nazista: "Creio em Deus e na Itália / creio na ressurreição / dos mártires e dos heróis / creio no renascimento / da pátria e na / liberdade do povo".
"Afirma o primado da fé, na qual buscar a confiança e a esperança para a Itália e para o seu futuro. O que aconteceu aqui em 24 de março de 1944 é ofensa gravíssima a Deus, porque é a violência deliberada do homem contra o homem. É o efeito mais execrável da guerra, de toda a guerra, porque Deus é vida, paz, comunhão", afirmou.
Bento XVI expressou que, como seus Predecessores, dirigiu-se às Fossas para rezar e renovar a memória dos mortos durante o massacre, invocando a Misericórdia divina, "a única que pode preencher os vazios, as abertas pelos homens quando, inclinados pela violência cega, renegam a própria dignidade de filhos de Deus e irmãos entre si. Também eu, como Bispo de Roma, cidade consagrada pelo sangue dos mártires do Evangelho do Amor, venho prestar minha homenagem a esses irmãos, mortos a pouca distância das antigas catacumbas".
Com relação a um pedaço de papel encontrado nas Fossas, no qual um dos romanos assassinados dirige-se a Deus como "Deus meu grande Pai", o Papa afirmou:
"Naquele nome, 'Pai', está a garantia segura da esperança; a possibilidade de um futuro diferente, livre do ódio e da vingança, um futuro de liberdade e de fraternidade, para Roma, para a Itália, para o mundo. Sim, em qualquer lugar que seja, em cada continente, seja qual for o povo a que pertença, o homem é filho daquele Pai que está nos céus, é irmãos de todos em humanidade. Mas esse ser filho e irmão não é um dado. Demonstram-no infelizmente as Fossas Ardeatinas. É preciso desejá-lo, é preciso dizer sim ao bem e não ao mal. É preciso crer no Deus do amor e da vida, e rejeitar toda outra falsa imagem divina, que trai o seu santo Nome e trai, por consequência, o homem feito à sua imagem".
O Pontífice concluiu seu discurso indicando que, naquele lugar do doloroso memorial do mal mais horrendo, a resposta mais verdadeira é aquela de um tomar o outro pela mão como irmãos e dizer: "Pai Nosso, nós cremos em Ti, e com a força do teu amor desejamos caminhar unidos, em paz, em Roma, na Itália, na Europa, no mundo inteiro. Amém".

A visita

O Pontífice foi acolhido pelo Vigário-Geral para a Diocese de Roma, Cardeal Agostino Vallini; pelo filho do Coronel Giuseppe Cordero Lanza di Montezemolo, morto durante o ataque, o Cardeal Andrea Cordero Lanza di Montezemolo; pelo Comissário Geral para as Homenagens aos Mortos na guerra, General. Vittorio Barbato; pelo Diretor do Mausoléu, Capitão Francesco Sardone; pela presidente nacional da A.N.F.I.M., Senhora Rosina Stame; e pelo Rabino Chefe da Comunidade Judaica de Roma, professor Riccardo Di Segni.
Bento XVI depôs um cesto de flores diante da lápide que recorda o massacre, atravessou as grutas e chegou ao interior do Santuário, ajoelhando-se diante das tumbas. Sucessivamente, o Papa e o Rabino Chefe, cada um por sua vez, recitaram uma oração pelos defuntos. Logo após, o Santo Padre assinou o Livro dos Visitantes e, antes de retornar ao Vaticano, dirigiu seu discurso aos Familiares das Vítimas e a todos os presentes.

Como gostaríamos de ser tratados?

Todos nós temos um jeito de ser único e precisamos nos valorizar e valorizar cada irmão. Quando nos dispomos a acolher as pessoas como elas são e não como gostaríamos que fossem, estamos usando de misericórdia, como Deus usa de misericórdia para conosco.
Hoje a palavra de ordem do Senhor para cada um de nós é: “Sede misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso” (Lc 6,36).
A cada atitude nossa, devemos parar e pensar: “Eu gostaria que fizessem assim comigo?” Façamos o exercício de nos colocarmos sempre no lugar do outro, antes de fazermos qualquer coisa, com base nesta regra de ouro bíblica: “Tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles” (Mt 7,12).
Senhor, ensina-nos a sermos misericordiosos como Tu és misericordioso.

Luzia Santiago

quinta-feira, 24 de março de 2011

Você tem consciência da presença de Deus na sua vida?

Precisamos tomar consciência de que Deus sempre está conosco. Mesmo quando nos esquecemos da presença d’Ele, Ele continua conosco.
Ele sempre está ao nosso lado, nós é que nem sempre estamos com e n’Ele. É como estar ao lado do melhor amigo e não estar nem aí para ele, a ponto de esquecê-lo e, por vezes, até ignorá-lo.
Talvez rezar, para você, seja um peso ou uma coisa antiquada. No entanto, orar é tomar consciência da presença de Deus em nossa vida. Você já parou para pensar nisso?
Como é agradável o encontro da criatura e do Criador. Poder derramar-se na presença do Senhor sem medo nem reserva, com uma profunda certeza no coração de que Ele nos acolhe e nos compreende sem nenhuma explicação ou restrição.
É tão simples: basta abrir o coração numa atitude de confiança, como as crianças que confiam piamente nos pais e se jogam nos braços deles sem receio.
Deus é fiel, não faça nada mais sozinho; faça tudo com Jesus e em Jesus.

Luzia Santiago

Vaticano estuda milagres para futura canonização de João Paulo II.

“Colocada num lugar preferencial, a causa da beatificação de João Paulo II é seguida com grande atenção e cuidadosa análise processual, também por causa da pressão midiática que exige que esta não seja conduzida de modo superficial, bem como de maneira adequada a personalidade do futuro beato”. Foi o que destacou o prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, Cardeal Angelo Amato.
O cardeal ressaltou que o procedimento seguido pela Congregação é aquele previsto no documento de 1983. “Para a canonização bastaria um outro milagre. Continuamos a receber de todo o mundo relatos de grandes graças atribuídas a ele [João Paulo II]”, conta o prefeito do dicastério.
Dom Angelo Amato explica que para seguir a postulação é necessário discernimento para verificar, com a ajuda dos médicos e cientistas, qual milagre poderia ser escolhido para a realização de examinações jurídicas.
A cerimônia de beatificação do Papa Karol Wojtyla acontecerá no dia 1º de maio na Praça de São Pedro, no Vaticano, presidida pelo Papa Bento XVI.

Fonte: Canção Nova

quarta-feira, 23 de março de 2011

A vida é um aprendizado constante

A vida é um aprendizado constante; nunca podemos perder a oportunidade de aprender com as pessoas, com os erros, com os acertos e em todas as ocasiões que a vida nos propuser. É sabedoria e humildade querer sempre aprender algo novo; jamais podemos nos fechar a essa realidade, pois oportunidades não nos faltam.
É essencial para a nossa vida aprendermos a praticar o bem, fazendo dessa prática um verdadeiro programa de vida. Nós colhemos o que plantamos. Hoje o Senhor nos dá uma palavra de ordem para viveremos ao longo de toda a nossa existência: “Deixai de fazer o mal! Aprendei a fazer o bem!” (Is 1,16-17).
Senhor, ensina-nos a escolher sempre pelo bem, mesmo quando os nossos sentimentos estiverem revoltos, enganados e confusos.
Jesus manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao vosso.
Jesus, eu confio em Vós!

Fonte: Canção Nova

terça-feira, 22 de março de 2011

Mensagem - Adriana - Entrega Tudo Pra Mim

A importância da família

O amor está sendo retirado do coração dos homens.

O relato de São João sobre as Bodas de Caná (cap. 2,1-11) mostra claramente como Jesus valoriza a família. Foi o Seu primeiro milagre, abençoando com Sua presença os noivos, que pretendiam iniciar uma nova família. Ele quis iniciar o anúncio do Reino em um casamento, mostrando que a família é importante para Ele.
A família é a base, o esteio, o sustento de uma sociedade mais justa. Ao longo da história da humanidade, assistimos à destruição de nações grandiosas por causa da dissolução dos costumes, a qual foi motivada pela desvalorização da família.
No nosso mundo de hoje, depois que ficou liberado o divórcio indiscriminadamente, a família ficou ameaçada em sua estrutura e é por isso que vemos, através dos meios de comunicação e até na comunidade em que vivemos, cenas terríveis. Filhos drogados matam ou mandam matar os pais, pais matam filhos por motivos fúteis, mães se desfazem de seus bebês, quando não cometem o crime hediondo do aborto quando a criança não tem como se defender. Há problemas seriíssimos. Quando os pais se separam alguma coisa se parte no íntimo dos filhos. Eles não sabem se é melhor ficar com o pai ou com a mãe. No fundo, eles gostariam de ficar com os dois. Em paz e harmonia, é claro.
O amor está sendo retirado do coração dos homens e das mulheres. E, em consequência disso, a família está perdendo a sua unidade e a sua dignidade. Isso acarreta a dissolução dos costumes. A família decai e a sociedade decai. Precisamos compreender e nos lembrar sempre de que Deus nos deu uma família a fim de que, num âmbito menor, nós pudéssemos aprender a amar todos os nossos semelhantes.
O desenvolvimento tecnológico tem seus pontos benéficos. Facilitou a vida das pessoas. Mas facilitou de tal modo que a humanidade ficou mal-acostumada. Só quer o que é fácil. Não se interessa pelo que exige esforço, luta. No entanto, o que conquistamos com esforço tem um sabor muito melhor. Parece que nos esquecemos disso.
Na passagem das Bodas de Caná, Jesus transformou a água em vinho, em bom vinho. Ele poderia ter tirado o vinho do nada, mas Ele quis a participação humana. Por isso, mandou que enchessem as talhas de água. Hoje também o Senhor quer que nós enchamos a "talha de nossa vida", a nossa existência, de "água" que Ele transformará no melhor "vinho".
Que é que isso quer dizer? Quer dizer que precisamos colocar amor em nossa vida, em nossa família, para que Ele transforme esse amor humano em amor divino, o mesmo amor que une as pessoas da Santíssima Trindade e que é tão grande e tão repleto de felicidade, que extravasa, explode e quer ser espalhado entre nós. E é por meio dele que encontraremos a plenitude da felicidade.
Não é fácil cultivar o amor às vezes, é até difícil. Mas o difícil, quando conquistado tem um valor inestimável. Temos prova disso. Em uma competição esportiva, por exemplo, o vencedor fica mais satisfeito quando enfrenta adversários mais difíceis.
Viver em família, viver em união dentro da família não é fácil. Mas fácil não é sinônimo de bom. Talvez seja até o contrário. A família precisa de amor para ser bem estruturada. A sociedade precisa das famílias para realizar a justiça e a paz porque a sociedade é uma família amplificada. Falta o "vinho" para as nossas famílias. Esse "vinho" é o amor. É preciso que cada membro da família se esforce. Que os pais assumam verdadeiramente o seu papel. Apesar de ser bem árdua a tarefa dos genitores no mundo de hoje, não se pode desanimar. É necessária e urgente a ação paterna. O jovem é, por natureza, rebelde, quer ser independente. Desperta para o mundo e seus problemas e questiona tudo. Mas os pais precisam participar de sua vida, de uma maneira ou de outra, porque, mesmo errando algumas vezes, ainda assim, estes [os pais] têm capacidade de orientar e ajudar os filhos. Não podemos deixar tudo por conta dos companheiros, da escola, da sociedade ou de sua própria solidão.
Os pais devem fazer o acompanhamento dos filhos, procurar saber o que está acontecendo com eles, tentar ajudá-los de várias maneiras: com orientações, com atitudes exemplares, com o diálogo, com orações. Sempre. Tanto em casa, como na escola, na vida religiosa e social, nos namoros, entre outros.
Muitas vezes, os pais se sentem impotentes. Muitas vezes, achamos que já fizemos tudo e que nada conseguimos. Entretanto, esforçando-nos ao máximo, dando o melhor de nós por uma família mais feliz, estaremos enchendo de "água" a nossa "talha". E a Santíssima Virgem Maria já estará falando com o Filho: "Eles não têm vinho". E Jesus virá nos transformar, transformar a nossa "água" em "bom vinho", transformar a nossa dificuldade em vitória.

Fonte: Canção Nova

Nunca dar as costas ao sofrimento

"Sofre as demoras de Deus; dedica-te a Deus, espera com paciência, a fim de que no derradeiro momento tua vida se enriqueça." (Eclo 2,3)

O que, no dia de hoje, tem feito você sofrer?

Nos momentos em que nos sentimos mais desamparados, é onde Deus está mais junto de nós, basta você buscar o socorro no lugar correto: o lugar é no Senhor!
Não perca tempo murmurando, ficando preso às ruínas do dia de ontem; busque viver o dia de hoje, como se fosse o último de sua vida.
Hoje, você precisa se despertar para esta verdade: Deus está sempre perto de você, basta procurá-Lo!
Não fique aflito(a), pois temos de aprender a ser pacientes e sempre perseverantes na oração. Tenha a certeza de que Deus virá em seu socorro.
Que Deus o abençoe!!!

Paróquia Nossa Senhora de Lourdes

segunda-feira, 21 de março de 2011

Clipe Pe. Fábio de Melo - Não Desista do Amor

A Santa Missa

Definição: Ato solene com que a Igreja comemora o sacrifício de Jesus Cristo pela humanidade.

Único e mesmo sacrifício no calvário e no altar
A Santa Missa é o sacrifício do Corpo e do Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, oferecido em nossos altares, em memória do Sacrifício da Cruz. O Santo sacrifício da Missa é oferecido para adorar e glorificar a Deus, para obter o perdão dos pecados, para pedir graças e favores pessoais e também pelas almas do Purgatório. É o Sacrifício da Nova Lei, instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, no qual são oferecidos a Deus o Corpo e o Sangue de Jesus, sob as aparências do pão e do vinho.
É uma prolongação perene e incruenta (sem derramamento de sangue) do mesmo Sacrifício do Calvário. Ambos os sacrifícios, o da Cruz no Calvário, e o da Missa em nossos altares, constituem um único e idêntico sacrifício, pois que a Vítima e o Oferente destes sacrifícios é o próprio Nosso Senhor Jesus Cristo. O Sacerdote, como "Mediador entre Deus e os Homens" (1 Tim. 2, 5) oferece o Santo Sacrifício da Missa em nome de Jesus Cristo e da sua Igreja, pela salvação do mundo.
A Paixão de Cristo constitui a essência mesma do Santo Sacrifício da Missa. Por isso, afirmou o Apóstolo São Paulo: "Todas as vezes que comerdes deste Pão e beberdes deste Vinho, relembrarei a morte do Senhor, até que Ele venha". (I Cor, 11,26).

A primeira Santa Missa
As cerimônias, palavras e gestos da Consagração constituem a parte mais importante da Santa Missa. Ora, essas palavras e gestos verificaram-se pela primeira vez, naquela memorável noite da primeira de todas as Quintas-feiras Santas, quando Nosso Senhor Jesus Cristo, no Cenáculo de Jerusalém, celebrou a Sagrada Ceia Pascal com os Seus discípulos. A Sagrada Ceia foi, pois, a primeira Santa Missa, celebrada por Jesus Cristo, Sumo e Eterno Sacerdote.

Perene lembrança
Assim, o Santo Sacrifício da Missa é uma recordação e renovação:
1. dos gestos e das palavras consecratórias de Jesus Cristo, na Santa Ceia da noite memorável da primeira Quinta-feira Santa.
2. da Morte de Jesus, simbolizada, sobre o altar, pela consagração, em separado, do pão e do vinho (significando que o Sangue de Jesus foi derramado e separado do seu Santíssimo Corpo, causando-Lhe assim a morte redentora).
3. daquela primeira Santa Ceia da Nova Lei, daquele banquete eucarístico, ao qual estão convidados todos os batizados.

A Liturgia da Santa Missa
O Santo Sacrifício da Missa é a perpetuação do Drama divino do Calvário. Jesus Cristo, Deus e Homem, padeceu e morreu por minha causa, pela minha salvação. O drama redentor do Calvário é pois, o meu drama. Neste drama se distinguem seis atos principais, nos quais procurarei tomar parte, associando-me ao Sacerdote celebrante que realiza o Santo Sacrifício em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, Sumo Sacerdote:
1.º Rezar. (Desde o início da Missa até a Epístola). É a voz do homem que fala a Deus.
2.º Escutar. (Desde a Epístola até o fim do Evangelho). É a voz de Deus que fala ao homem.
3.º Oferecer. (No Ofertório, o Sacerdote oferece, a Deus, a Hóstia que vai ser consagrada). Oferecer-me-ei também a Deus Pai, em união com Jesus Cristo, a Vítima divina do altar.
4.º Sacrificar. (O Sacerdote, consagrando o Pão e o Vinho separadamente, significa a efusão do Sangue sofrida por Jesus na sua Paixão e Morte redentora). Aceitarei resignadamente os sofrimentos e sacrifícios de cada dia, unindo-o ao sacrifício de Jesus, na Santa Missa.
5.º Comungar. (A Comunhão é o complemento natural da Consagração, do sacrifício. A Vítima divina da Nova Lei, depois de imolada, deve ser comungada). Pela Santa Comunhão, a participação do fiel ao Santo Sacrifício da Missa se realiza plenamente.
6.º Agradecer. Depois da Comunhão e já ao final do Sacrifício, o Sacerdote reza a oração chamada Pós-comunhão, agradecendo a Deus os benefícios recebidos no Santo Sacrifício da Missa.

Finalidades da Santa Missa
1) Adorar e cultuar a Deus, nosso Criador e Pai (sacrifício latréutico).
2) Aplacar a sua justiça e obter misericórdia (sacrifício propiciatório).
3) Dar-lhe graças pelos benefícios recebidos (sacrifício eucarístico).
4) Pedir-lhe favores e graças (sacrifício impetratório).

Obrigação de assistir a Santa Missa
Apesar de ser uma realidade tão sublime e tão santa, benéfica e necessária, não poucos católicos parecem desconhecer a divina excelência do Santo Sacrifício da Missa. Muitos se negariam mesmo a assisti-la. Eis porque a Santa Igreja Mãe, solicita das nossas almas, nos impõe a todos a assistência à Santa Missa, aos domingos e dias santos. Eis porque ele nos ordena: "Guardar os domingos e festas"; "ouvir a Missa inteira nos domingos e festas de guarda".
Todos os Santos Padres, que escreveram sobre o Santíssimo Sacramento, vêem nele o sacrifício do Novo Testamento. É fora de dúvida que Cristo, instituindo o Santíssimo Sacramento entre as cerimônias da última ceia, instituiu a santa Missa. Aviva tua fé na santa Missa e assiste ao santo sacrifício com o maior respeito e com muita piedade. O cristão reserva uma hora para a celebração eucarística, como núcleo do Domingo e este valor é fixado no terceiro Mandamento da Lei de Deus. Uma hora por semana não é muito para quem acredita que sua vida e felicidade está nas mãos do Senhor. O fato de existir uma obrigação dominical não significa, em si, que não se vá à missa com e por amor. O preceito é, muitas vezes, garantia contra o próprio relaxamento e descuido.


Eliana Ribeiro Barco a Vela

Somos pessoas necessitadas do Espírito Santo

Precisamos ser batizados no Espírito Santo todos os dias. Nossos grupos de oração e nossas comunidades precisam ser mananciais aos quais retornamos a cada semana, pois somos pessoas necessitadas do Espírito Santo Paráclito.
Nossos grupos de oração e comunidades precisam ser como piscinas nas quais mergulhamos no Espírito Santo. Ao chegar secos, devemos mergulhar na oração, no louvor, na adoração a Deus, para nos encher novamente. Toda impureza e toda contaminação contraídas durante a semana irão embora, porque voltamos à fonte, ao manancial, ou seja, novamente nos banhamos. Estamos prontos para recomeçar.
A grande graça é unir o divino e o humano em nós, já que só com as forças humanas não se consegue quase nada. Por outro lado, Deus poderia, mas não quer, fazer nada sem a nossa participação. O segredo está em unir o natural e o sobrenatural em todas as situações de nossa vida.
Somos renovados no Espírito a cada dia, mantendo uma vida de oração, de participação nos sacramentos da confissão e da Eucaristia, renunciando a todo pecado, vivendo a caridade com os irmãos, alimentando a alma com a Palavra de Deus e trabalhando pelo Reino de Deus, em união com a Igreja e seus pastores.
Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib

Quem quer conhecer Deus, deve contemplar face de Jesus, diz Papa

Na manhã deste domingo, 20, o Papa Bento XVI fez uma visita pastoral à Paróquia de São Corbiniano, em Roma, onde celebrou a Missa do segundo Domingo da Quaresma e de dedicação da nova igreja local.
Em sua homilia, o Santo Padre iniciou falando sobre dois pontos importantes a serem destacados neste dia: a Transfiguração de Jesus no Monte Tabor e a Igreja, como edifício e, sobretudo, como comunidade.
Ao comentar sobre as revelações de Deus feitas a Moisés e Elias, Bento XVI explica que, diferentemente destes dois, Jesus, em sua Transfiguração, não recebe uma revelação de Deus, mas sim é Nele mesmo que Deus se revela e revela a sua face aos apóstolos.
"Quem quer conhecer a Deus, deve contemplar a face de Jesus, a sua face transfigurada: Jesus é a perfeita revelação da santidade e da misericórdia do Pai", acrescenta Bento XVI, ao indicar que o caminho para acolher a face de Cristo e sua misericórdia é através da escuta da Sua Palavra, da participação na Eucaristia e no exercício da caridade.
Antes do segundo ponto do discurso, a Igreja, o Pontífice expressou sua alegria em celebrar na Paróquia de São Corbiniano, pois o santo foi fundador da Diocese de Frisinga, na Baviera, da qual Bento XVI foi bispo por quatro anos.
O Papa contou ainda, em sua homilia, como o seu ministério episcopal está ligado a São Corbiniano:
"No meu brasão episcopal, eu quis inserir um elemento que está estreitamente associado à história deste santo: O urso. Um urso, assim se narra, havia despedaçado o cavalo de Corbiniano, que o estava conduzindo a Roma. Ele o reprovou asperamente, conseguiu amansá-lo e colocou toda a sua bagagem que, até aquele momento estava sobre o cavalo. O urso transportou aquela bagagem até Roma e somente aqui o santo o deixou livre para ir embora".
Em seguida, Santo Padre dirigiu uma calorosa mensagem aos jovens, casais, anciâos e todos os membros da comunidade local, exortando-os a darem seu testemunho de cristãos coerentes e fiéis, a se reunirem para a oração e os Sacramentos, para a formação cristã e para estabelecerem relações de amizade de fraternidade.
Especialmente aos jovens, o Papa quis deixar uma palavra de "afeto e amizade", conforme disse, e os confirmou na missão de zelar pelo hoje e pelo amanhã da comunidade eclesial e civil. "A Igreja espera muito do vosso entusiasmo, da vossa capacidade de olhar à frente e do vosso desejo de radicalidade nas escolhas da vida", enfatizou.

Fonte: Canção Nova

domingo, 20 de março de 2011

Eu sou o pão do céu - Inspiração divina (Eucarístia)

Não faça do próximo a lixeira do nosso interior

Caros irmãos, a vida em toda a sua instância, é repleta de sentimentos que nos colocam em confronto. Momentos de raiva, frustração e impaciência. Entretanto, como cristãos devemos nos afastar de ações que nos levem a estes sentimentos.
Se você não controla sua própria impaciência e sua raiva, quem vai controlar? Não tenho dúvida que temos a capacidade de controlar nossas posturas inadequadas e tóxicas. Cada um de nós tem uma reserva que pode recorrer quando necessário. Lembra da contagem até 10?
Ninguém precisa virar nossa lixeira, nossa privada ou um buraco sem fundo para que agente possa colocar para fora nossos azedumes e frustrações!
Muitas vezes a vida se encarrega de nos dar uma lição, e isso vem de muitas formas. Se estivermos atentos, acabamos associando que o que acontece com a gente é conseqüência dos nossos comportamentos e ações.
Já parou para pensar se você sente prazer de estar com você mesmo? Por que, quem não quer bem a si, não há de querer bem aos outros! E enquanto você não for senhor do próprio pensamento não poderá ser, senhor das próprias ações.
Ruan Sousa (ministro de música e coordenador da equipe de coroinhas)

Por que São José fala tão pouco?

Na verdade, a narração dos Evangelhos não permite que imaginemos José explicando sua fé ou ações. Entretanto, como tudo na Bíblia é tão inspirado, não é difícil entender que o Espírito Santo nos mostra esse grande homem de Deus ciente de que as palavras estão sujeitas a mal-entendidos; ele sabe que suas ações gritam por sua fidelidade a Deus e seu amor a Maria; não precisa justificar-se, pois é Deus quem o faz.
Em poucas palavras – para nos parecermos com ele – José não fala para que também aprendamos a falar menos; para que não sejamos quem fala, mas quem faz.
As pessoas vazias são, normalmente, muito barulhentas; quanto mais vazias, mais falantes.
Valei-me São José!
Medite sobre isso, por favor!

Fonte: Canção Nova

A obediência

Em Gênesis 12,1-4, vemos a vocação de Abraão. Ele é chamado para um destino desconhecido, abandonando a pátria. Deus exige dele o risco da fé. O Senhor lhe promete prosperidade. Em troca da família que deixa, ele terá como família um povo e um nome que será sinônimo de bênçãos. Na promessa que Deus faz ao patriarca Abraão, predomina a ação de abençoar. Ele se abandona totalmente a Deus, corta todas as ligações que o prendem. A resposta de Abraão é pura obediência a Deus, na fé, como afirma a carta aos Hebreus: “Dói pela fé que Abraão, respondendo ao chamado, obedeceu e partiu para uma terra que devia receber como herança, partiu sem saber para onde ia. Foi pela fé que residiu como estrangeiro na terra prometida, morando em tendas com Isac e Jacó, os co-herdeiros da mesma promessa, pois esperava a cidade que tem fundamentos, cujo arquiteto e construtor é o próprio Deus” (Hb 11,8-10). Abraão, ouvindo o chamado, é capaz de deixar tudo; confiando na promessa, parte para o desconhecido. Paulo, mesmo estando na prisão e às portas do martírio, encoraja o amigo e companheiro no apostolado a seguir Jesus, o vencedor da morte. O Filho de Deus, que na montanha faz a experiência de glória, desce para ir a Jerusalém e sofrer por parte dos anciãos, dos chefes dos sacerdotes e dos escribas, morrer e ressurgir ao terceiro dia. Ele é o servo que veio cumprir a vontade do Pai.
No dia-a-dia, nos agarramos a muitas “seguranças”. Ao contrário de Abraão, dificilmente “trocamos o certo pelo duvidoso”. O “risco” nos causa medo, insegurança, incerteza. Mas o caminho se faz caminhando. Nunca estamos prontos. É preciso ir fazendo acontecer à luz da palavra do Senhor.
Deus também se arriscou e se arrisca criando-nos com liberdade. Mas Ele tem fé nessas pobres criaturas que somos nós. Deveríamos, também nós, confiar e arriscar porque o risco que nos leva à paz, à alegria, à justiça e, portanto, à felicidade eterna é o risco de tentarmos fazer a vontade do Pai e deixar que Ele nos conduza.
Pe. Wagner Augusto Portugal

Ministério Adoração e Vida - Em Teu Altar

Os girassóis e nós.

Eles são submissos. Mas não há sofrimento nesta submissão. A sabedoria vegetal os conduz a uma forma de seguimento surpreendente. Fidelidade incondicional que os determina no mundo, mas sem escravizá-los.
A lógica é simples. Não há conflito naquele que está no lugar certo, fazendo o que deveria. É regra da vida que não passa pela força do argumento, nem tampouco no aprendizado dos livros. É força natural que conduz o caule, ordenando e determinando que a rosa realize o giro, toda vez que mudar a direção do Regente.
Estão mergulhados numa forma de saber milenar, regra que a criação fez questão de deixar na memória da espécie. Eles não podem sobreviver sem a força que os ilumina. Por isso, estão entregues aos intermitentes e místicos movimentos de procura. Eles giram e querem o sol. Eles são girassóis.
Deles me aproximo. Penso no meu destino de ser humano. Penso no quanto eu também sou necessitado de voltar-me para uma força regente, absoluta, determinante. Preciso de Deus. Se para Ele não me volto corro o risco de me desprender de minha possibilidade de ser feliz. É Nele que meu sentido está todo contido. Ele resguarda o infinito de tudo o que ainda posso ser. Descubro maravilhado. Mas no finito que me envolve posso descobrir o desafio de antecipar no tempo, o que Nele já está realizado.
Então intuo. Deus me dá aos poucos, em partes, dia a dia, em fragmentos.
Eu Dele me recebo, assim como o girassol se recebe do sol, porque não pode sobreviver sem sua luz. A flor condensa, ainda que de forma limitada, porque é criatura, o todo de sua natureza que o sol potencializa.
O mesmo é comigo. O mesmo é com você. Deus é nosso sol, e nós não poderíamos chegar a ser quem somos, em essência, se Nele não colocarmos a direção dos nossos olhos.
Cada vez que o nosso olhar se desvia de sua regência, incorremos no risco de fazer ser o nosso sol, o que na verdade não passa de luz artificial.
Substituição desastrosa que chamamos de idolatria. Uma força humana colocada no lugar de Deus.
A vida é o lugar da Revelação divina. É na força da história que descobrimos os rastros do Sagrado. Não há nenhum problema em descobrir nas realidades humanas algumas escadarias que possam nos ajudar a chegar ao céu. Mas não podemos pensar que a escadaria é o lugar definitivo de nossa busca. Parar os nossos olhos no humano que nos fala sobre Deus é o mesmo que distribuir fragmentos de pólvora pelos cômodos de nossa morada. Um risco que não podemos correr.
Tudo o que é humano é frágil, temporário, limitado. Não é ele que pode nos salvar. Ele é apenas um condutor. É depois dele que podemos encontrar o que verdadeiramente importa. Ele, o fundamento de tudo o que nos faz ser o que somos. Ele, o Criador de toda realidade. Deus trino, onipotente, fonte de toda luz.
Sejamos como os girassóis...
Uma coisa é certa. Nós estamos todos num mesmo campo. Há em cada um de nós uma essência que nos orienta para o verdadeiro lugar que precisamos chegar, mas nem sempre realizamos o movimento da procura pela luz.
Sejamos afeitos a este movimento místico, natural. Não prenda os seus olhos no oposto de sua felicidade. Não queira o engano dos artifícios que insistem em distrair a nossa percepção. Não podemos substituir o essencial pelo acidental. É a nossa realização que está em jogo.
Girassol só pode ser feliz se para o Sol estiver orientado. É por isso que eles não perdem tempo com as sombras.
Eles já sabem, mas nós precisamos aprender.
(Pe. Fábio de Melo)