sexta-feira, 13 de maio de 2011

Igreja que se põe a serviço cultiva vocações, afirma Dom Pedro

Neste domingo, 15, a Igreja celebra o 48º Dia Mundial de Oração pelas Vocações.
O tema deste ano é "Propor as vocações na Igreja local". E para refletir sobre a temática, o Papa Bento XVI divulgou, no dia 10 de fevereiro deste ano, uma mensagem em que convida as igrejas particulares a se empenharem na “arte de promover e cuidar das vocações”.
O Arcebispo de Palmas (TO), Dom Pedro Brito Guimarães, eleito presidente da Comissão Episcopal da CNBB para os Ministérios Ordenados e Vida Consagrada durante a 49ª Assembleia Geral dos Bispos, afirmou que é preciso apresentar uma Igreja a serviço do povo, o que contribui para o trabalho de cultivar as vocações.
"Não deixe de rezar, na sua comunidade, pelas vocações sacerdotais e religiosas. Leia a mensagem do Papa, para sabermos o que ele está pedindo a nós e para as vocações", convidou Dom Pedro, ao explicar os passos seguidos por aquele que sente o chamado à vida religiosa.
Em primeiro lugar, explica o Arcebispo de Palmas, a Igreja estabelece um itinerário vocacional, no qual o primeiro estágio é a convocação, como forma do jovem dar início aos primeiros discernimentos, como um "tipo de aquecimento de coração".
Em seguida, o candidato pode receber um acompanhamento mais especializado a fim de verificar se o seu chamado está numa congregação religiosa ou seminário.
"O passo seguinte é o discernimento. Se a pessoa tem carisma, tem intenção, tem vontade, no final, se faz a eleição à vida religiosa ou ao sacerdócio", explica o novo presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados.
Em seu texto, o Pontífice também ressalta este cuidado pastoral ao destacar que este é favorecido quando se busca a unidade e comunhão com a Igreja. Além disso, o Santo Padre destaca que os momentos de vivência comunitária são o ambiente propício para que os jovens despertem "o sentido de pertença à Igreja e a responsabilidade em responder, com uma opção livre e consciente, ao chamamento para o sacerdócio e a vida consagrada".
Fonte: Canção Nova

domingo, 8 de maio de 2011

Onde Cristo está presente não pode faltar sua Mãe, afirma Papa

Após a Santa Missa, deste domingo, 8, no Parque San Giuliano de Mestre, no nordeste da Itália, o Papa Bento XVI presidiu a oração do Regina Coeli.
"Ao término desta solene Celebração Eucarística, voltamos o olhar para Maria, Regina Coeli. No alvorecer da Páscoa, Ela torna-se a Mãe do Ressuscitado e a sua união com Ele é tão profunda que onde o Filho está presente não pode faltar a Mãe. Nesses seus esplêndidos lugares, dom e sinal da beleza de Deus, quantos santuários, igrejas e capelas são dedicados a Maria! Nela se reflete o rosto luminoso de Cristo", disse Bento XVI.
"Se a seguirmos docilmente, a Virgem nos conduz a Ele. Neste Tempo Pascal, deixemo-nos conquistar pelo Cristo ressuscitado. Nele tem início o mundo novo de amor e de paz que constitui a profunda aspiração de todo coração humano. O Senhor conceda a vocês, habitantes dessas Terras ricas de uma longa história cristã, viver o Evangelho segundo o modelo da Igreja nascente, na qual a multidão daqueles que vieram à fé tinha um só coração e uma só alma" – sublinhou o Papa.
O Santo Padre invocou Maria Santíssima, "que ajudou as primeiras testemunhas de seu Filho na pregação da Boa Nova, a fim de que sustente também hoje os esforços apostólicos dos sacerdotes; torne fecundo o testemunho dos religiosos e das religiosas; anime a obra cotidiana dos pais na primeira transmissão da fé a seus filhos; ilumine o caminho dos jovens a fim de que trilhem confiantes na estrada da fé de seus pais; preencha de firme esperança os corações dos anciãos; conforte com a sua proximidade os enfermos e todos os sofredores; reforce a obra dos numerosos leigos que colaboram ativamente para a nova evangelização, nas paróquias, nas associações, bem como na Ação Católica, tão arraigada nessas terras e nos movimentos", frisou o Papa, citando alguns grupos como Movimento dos Focolares, Comunhão e Libertação e o Caminho Neocatecumenal.
Bento XVI pediu aos fiéis venezianos para que trabalhem "com verdadeiro espírito de comunhão na grande vinha do Senhor".
Após o Regina Coeli, o Papa retornou à Veneza, para dar continuidade à sua visita pastoral. Ali, almoçou com os bispos na sede do Patriarcado. Mais tarde, às 16h45 (hora local - 11h45 em Brasília), Bento XVI celebrará a assembleia de encerramento da Visita Pastoral Diocesana e, em seguida, se encontrará com o mundo da cultura e da economia. O Santo Padre retorna a Roma na noite deste domingo.
Fonte: Canção Nova

domingo, 1 de maio de 2011

João Paulo II é proclamado Beato, o dia esperado chegou, diz Papa

"E o dia esperado chegou! Chegou depressa, porque assim aprouve ao Senhor: João Paulo II é Beato! João Paulo II é Beato pela sua forte e generosa fé apostólica". Quando Bento XVI pronunciou essas palavras, a Praça de São Pedro estremeceu neste Domingo da Misericórdia, 1º de maio, data escolhida para a Beatificação do Papa polonês. Cerca de 1 milhão e meio de peregrinos dirigiram-se a Roma para fazer parte da cerimônia, uma das maiores da história da Igreja.
Após os ritos iniciais da Santa Missa, o Vigário do Papa para a Diocese de Roma, Cardeal Agostino Vallini, apresentou o pedido de Beatificação do até então Venerável Servo de Deus João Paulo II. Em seu pedido, o Cardeal lembrou João Paulo II como um homem que "mirava sempre o horizonte da esperança, convidando os povos a derrubar os muros das divisões". Logo após, Bento XVI pronunciou a fórmula que tornou João Paulo II Beato da Igreja e, da mesma janela onde foi apresentado como Papa ao mundo, em 1978, foi desvelada a imagem oficial do novo Beato.
Fonte: Canção Nova

sábado, 30 de abril de 2011

Enxergar além da realidade visível

Com muita exatidão, a Palavra de Deus, na carta aos Hebreus, define a virtude da fé como sendo a “certeza daquilo que não se vê”. Este é o aspecto do assim chamado “olhar da fé”, a levar-nos ao contato com o que vai além da visão física. O critério para a certeza da fé encontra-se na autoridade suprema de Deus, e cuja palavra não falha, sendo sempre fidedigna.
Conhecemos, todos, o episódio do apóstolo São Tomé, ao recusar-se a acreditar na ressurreição do Senhor Jesus, após se ter revelado aos demais discípulos, naquela ocasião em que São Tomé não se achava. Eis o relato do texto bíblico: “Os outros discípulos contaram-lhe depois:” Vimos o Senhor!” Mas Tomé respondeu:” Se eu não vir as marcas dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos, e não puser a mão no seu lado, não acreditarei”. Alguns dias depois, Jesus se pôs, novamente, no meio dos discípulos, e disse a Tomé: “ Põe o teu dedo aqui, e olha as minhas mãos, e não sejas incrédulo.” Tomé respondeu: “Meu Senhor e meu Deus!” E Jesus acrescentou: “ Acreditaste porque me viste. “Bem-aventurados os que creram sem terem visto”. Realmente, a vida espiritual não transcorre em constante progresso sem o forte influxo da fé, conforme a citação da carta aos Hebreus 11,6: “Sem a fé é impossível agradar a Deus”. Neste período da Páscoa, somos levados a recordar o nosso batismo, e cujo fruto se destaca pelo dom da fé, o presente carinhoso do amor de Deus para conosco. Esta é a razão da súplica, na Santa Missa do segundo domingo após a Páscoa: “Ó Deus de eterna misericórdia, fazei com que compreendamos melhor o batismo que nos lavou do pecado”. Ou ainda, na segunda-feira após o Domingo da Ressurreição: “Fazei, ó Deus, que vossos filhos e filhas sejam fiéis ao sacramento do Batismo”. O apóstolo São Paulo, ao se referir à nossa condição de batizados, usa expressões muito conhecidas: “revestimo-nos de Cristo, fomos enxertados em Cristo, estamos enraizados no Cristo Senhor”.
Nossa fé, portanto, procede de toda esta estreitíssima união com Cristo Jesus, a nos capacitar para trazer em nós mesmos o olhar espiritual, sem jamais nos impedir a visão translúcida de todas as verdades reveladas pela Palavra de Deus. Nunca mereçamos a advertência de Jesus ao apóstolo São Tomé: “Só porque me viste, então acreditastes”. Tal reflexão nos move a fazer a Jesus a mesma súplica dos apóstolos: “Senhor, aumentai a nossa fé”.
Eis o segredo para o contínuo progresso em nossa vida de filhos e filhas tão amados pelo Pai Celeste, e a enxergar as maravilhas deste seu Amor Infinito.
Dom Roberto Gomes Guimarães ( Bispo Diocesano de Campos)

Liturgia Diária - Sábado

Primaira Leitura: At 4, 13-21
Salmo Responsorial: Sl 117
Evangelho: Mc 16, 9-15
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.
9Depois de ressuscitar, na madrugada do primeiro dia após o sábado, Jesus apareceu primeiro a Maria Madalena, da qual havia expulsado sete demônios. 10Ela foi anunciar isso aos seguidores de Jesus, que estavam de luto e chorando. 11Quando ouviram que ele estava vivo e fora visto por ela, não quiseram acreditar.
12Em seguida, Jesus apareceu a dois deles, com outra aparência, enquanto estavam indo para o campo. 13Eles também voltaram e anunciaram isso aos outros. Também a estes não deram crédito. 14Por fim, Jesus apareceu aos onze discípulos enquanto estavam comendo, repreendeu-os por causa da falta de fé e pela dureza de coração, porque não tinham acreditado naqueles que o tinham visto ressuscitado.
15E disse-lhes: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura!”
- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Celebração da Eucaristia era o coração das viagens de JPII

"Ofereceu o seu corpo pela Igreja, para levar a unidade e a comunhão entre todos os fiéis, em todo mundo". O presidente do Pontifício Comitê para os Congressos Eucarísticos Internacionais, Arcebispo Piero Marini, recorda assim João Paulo II. Uma visão de quem esteve ao seu lado, de fevereiro de 1987 até seu falecimento, como Mestre das Celebrações Litúrgicas.
"Era um celebrante exemplar da Eucaristia. Realmente, eram momentos de comoção, muitas vezes cheguei às lágrimas, vendo na África, na Ásia, toda aquela gente que celebrava com o Papa, que se aproximava dele. Vi em todo o mundo aquela que era a liturgia que o Vaticano II queria na redescoberta daquele povo, santo, sacerdotal, do povo de Deus”, destaca Dom Marini.
O Arcebispo ressalta a grande intimidade que João Paulo II tinha na oração e como ele amava os sacramentos. Era um homem que amava os sinais e não tinha vergonha de ajoelhar-se. Não se preocupava com o que os outros pudessem dizer. João Paulo II transformou a sacristia pontifícia em um lugar de oração, lá ele sempre se ajoelhava antes e depois da Missa.
Dom Marini conta que João Paulo II amava cantar e que ele o acompanhava na sacristia antes das celebrações. “Via-se também na celebração momentos de intimidade com o Senhor. Por exemplo, depois da comunhão, ele permanecia sempre absorto em oração, enquanto todos esperavam por ele”, conta.
Karol Wojtyla era um homem também de grande sensibilidade para a participação dos fiéis. Para ele, a participação dos fiéis na Missa era uma inculturação. “Era convicto, convencendo a mim também, que não era possível participar da Missa sem inculturar a liturgia, exprimindo-a em cada cultura. Assim, permanece para mim um exemplo desse Pastor sobre o qual falou o Concílio Vaticano II, que é o bispo o grande pastor do seu rebanho, sobretudo na celebração dos grandes mistérios. E ele fez todas essas viagens justamente para celebrar a Eucaristia. Era o coração de todas as viagens”, enfatiza Dom Marini.
Centenas de celebrações, dezenas de viagens apostólicas em todo o mundo. Para o Arcebispo, entre as celebrações que mais lhe marcaram está aquela realizada em Miami, quando um tornado se aproximava e eles tiveram que interromper a Missa e continuá-la num trailer.
“Lembro-me de uma Missa celebrada em Corrientes em meio a uma tempestade tropical e as pessoas estavam com água até os joelhos, tivemos que mudar o altar de lugar durante a Missa três ou quatro vezes buscando um lugar que não chovia”, conta ainda.
Outra celebração que ficou gravada na memória dele foi aquela realizada em Sarajevo, na Bósnia, onde era possível perceber o sofrimento do Papa durante a celebração. “Os tremores de frio se juntavam àqueles do mal de Parkinson”, lembra.
Dom Marini lembra ainda quando celebrou com o Papa João Paulo II no Hospital Gemelli, lugar onde ficou internado até pouco antes de sua morte. “Estava doente sob um leito. Vi, realmente, naquele momento, a participação no sacrifício de Cristo. Tenho esse momento no coração como uma das recordações mais belas”.
A grande vida de fé de Karol Wojtyla deixou para a Igreja muitas graças e dons. Para o presidente do Pontifício Comitê para os Congressos Eucarísticos Internacionais, o carisma da unidade e da comunhão da Igreja são os mais importantes.
“Aquilo que os papas nos primeiros séculos faziam em Roma, o Papa fez para toda Igreja e se tornou, realmente, o centro, o elemento da comunhão de toda Igreja. Colocou-se fisicamente à disposição da Igreja e de todas as pequenas comunidades para dizer 'somos uma só Igreja, somos um povo em caminho, devemos viver na comunhão, unidos pela mesma'. Eis para mim a interpretação das suas viagens que, ainda hoje, creio, seja necessário ter presente”, ressalta.
Dom Marini recorda ainda a última vez que se encontrou com João Paulo II, dois dias antes de sua partida para o Céu. “Uma lembrança que me comove foi quando o saudei pela última vez. Na quinta-feira, ao meio dia, fui saudá-lo e no sábado estava morto. Não podia falar e para me saudar me deu a sua mão, segurou minha mão e ficamos assim, apenas nos olhando nos olhos. Essa é a recordação mais bela que tenho dele, de suas mãos que se colocaram sobre a minha cabeça no dia da minha ordenação".
João Paulo II era um Papa próximo a todos, um Papa que queria abraçar todos, um Papa movido pelo amor ao homem, pelo amor ao Evangelho e pelo anúncio da Palavra de Deus.
Fonte: Canção Nova


quarta-feira, 20 de abril de 2011

Você sabe o que é um Evangeliário?

Evangeliário, também conhecido como Livro dos Evangelhos, é usado na Santa Missa, durante a Liturgia da palavra. O livro, contém os evangelhos para os domingos e festas do Ano Litúrgico, ou seja, contém trechos do evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas, e de João.
Sua entrada no começo da Missa, é bem solene, geralmente é trazido por um Diácono, na falta dele por um Ministro Extraordinário da Distribuição Eucarística ou um Cerimoniário. Antes da proclamação do Evangelho, é mantido sobre o Altar. Na Aclamação ao Evangelho, ou seja, no Aleluia (que é omitido na Quaresma por algo como Louvor a Vós, ó Cristo Rei, rei da eterna glória!, ou Louvor e glória a ti Senhor, Cristo Palavra de Deus!), é levado ao Ambão, ou Mesa da Palavra, de onde se proclama as leituras na Missa.

Aprendendo a amar, amando

"As pessoas só aprendem a amar, amando” diz a sabedoria popular, entretanto, as pessoas insistem em tentar iludir o amor. Tentam fugir dele, com todas a forças e meios que dispõe. Têm medo de amar, de sentir o poder que o amor tem, contudo quando menos esperam, estão agarrados e viciados nesse sentimento superior a nós mesmo. Falar de amor é fácil, mas só é fácil para quem ama.
Tolo daquele que espera um mar de rosas amando. Sucumbirá ao menor vento ou tempestade. Só aprendemos a amar quando superamos os momentos difíceis, aparando as arestas. Pedindo desculpas, perdão se for preciso. Compreendendo que nada que valha realmente a pena, será fácil. Saber amar é uma arte, às vezes confusa. É o primeiro e o maior mandamento: “Mestre, qual é o grande mandamento na lei? Respondeu-lhe Jesus: 'Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda tua alma, e de todo o teu espírito'. Este é o maior e o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: 'Amarás o teu próximo como a ti mesmo'.” (Mt 22,36 ss).
O amor é uma atitude, algo que se faz em favor de alguém que precisa de nosso auxílio. Amor não é um sentimento que se tem por um amigo ou um parente, ou aquele friozinho na espinha que sentimos quando uma pessoa querida está se aproximando. Deus nos enviou para amar e não para gostar de todas as pessoas. O grande desafio do cristianismo é que nele nós somos convidados a amar, sobretudo, aos inimigos, aos que nos perseguem e de nós falam mal. Que a graça do Pai esteja sempre em nosso interior.
Ruan Sousa (ministro de música e coordenador da equipe de coroinhas)